Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Editorial

Editorial

A educação no topo das discussões

Por: Maria Genny Caturegli (*)

Relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), divulgado em 17 de agosto último, constata que, dentre as 163 nações que acataram a recomendação de universalizar a educação para todos até 2015, feita durante a reunião de Dakar no ano 2000, apenas 47 a cumpriram até 2005. O Brasil, infelizmente, não se inclui nesse bloco dos que estão respondendo a contento a esta importante agenda das Metas do Milênio. Além disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País tem 33 milhões de analfabetos funcionais – pessoas com menos de quatro anos de estudo – e 16 milhões de pessoas com mais de 15 anos ainda não alfabetizadas. Isto demonstra que os números meramente retóricos sobre melhoria do ensino apresentados pelo governo não comprovam a realidade.

A "Arte & Linguagem" dos alunos do Coronel


Arte & Linguagem foi mais um projeto realizado na EE Cel. José Afonso de Almeida, sob a coordenação das professoras Maristela Borges Tura (Educação Artística), Walnilda Abadia Batista Vieira (Português), Andréia Barbosa Lima (História - Ensino Fundamental) e Maria Inês Borges Estevão (Geografia - Ensino Fundamental).

O projeto Arte & Linguagem contou com dois temas distintos: "Na natureza nada se cria nada se perde, tudo se transforma", para o Ensino Fundamental e " A Arte e a herança mística unindo todos os povos", para o Ensino Médio. No primeiro, foram mostrados trabalhos confeccionados com garrafas pet, jornais, caixas, latas, vidros, folhas e galhos secos, enfim, uma amostra das coisas que podem ser feitas com o que jogamos fora ou desprezamos.

Editorial

Orkut

Por: Marco André Vizzortti

O ORKUT apareceu como uma forma de reaver amigos, saber notícias de quem estava distante e mandar recados, e hoje esta sendo utilizado com o propósito para que, creio, o seu maior trunfo, obtenção de informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira.
Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve? Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade, de forma tão irresponsável e leviana. Foi por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados? Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros? Já te abordaram num barzinho dizendo que te conheciam faz tempo? Já foi pra festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém?

Editorial

Bem-aventuranças do Educador

Por: Silvana Elias da Silva Pereira (*)

Bem-aventurado o educador que na labuta diária continua acreditando que seu trabalho é uma possibilidade de transformação social;
Bem-aventurado o educador que, apesar da desvalorização da profissão docente se esforça para fazer de seus educandos agentes de luta pela valorização do trabalho;
Bem-aventurado o educador que diante de tantos desafios do cenário educacional se alegra diante de um educando que aprende a ler e a escrever;
Bem-aventurado o educador que apesar dos obstáculos consegue colaborar para que a escola seja prazerosa;

Editorial

Por que estão cortando nossas árvores

Por Melissa R. de Oliveira

A cada dia que passa me pergunto e sinceramente não consigo compreender porque estão cortando as árvores de nossa cidade e me sinto triste pois os argumentos não me convencem. Pior, chego a conclusão que não têm motivo nenhum para praticarem tal ato.

Para não dizer nenhuma besteira ou correr o risco de cometer algum equívoco, tenho lido bastante sobre o assunto e descobri que temos diversas formas úteis e práticas de arborizar, sem antes vir com a desculpa “esfarrapada” de que isso possa, por exemplo, comprometer a fiação ou mesmo sujar a cidade como alguns incautos pensam.

Editorial - Adeus ao Dr. José Carlos

Adeus ao Dr. José Carlos

Por Ivone Regina Silva

Uma alma que se eleva, eleva o mundo!”
Foi assim que o nosso caro Delegado, Dr. José Carlos cumpriu seu último tempo na terra.
Acamado por um bom tempo, ele viveu cada dia que lhe restou com grande sabedoria e esperança.
Jamais se queixou de seu estado, embora soubesse estar sentenciado...
Queria poupar sua abnegada esposa Anna Edina e seus filhos queridos, Aninha e Carlinho, e acredito, a seus amigos também.
Aceitou a insidiosa enfermidade com a paciência dos justos e esperançosos.
Eis aí a gênese de sua personalidade nobre e extremamente elegante, até à consumação.

Editorial

Como vale a pena lutar por um sonho

Maria Bethânia Silva Melo (*)

Vou contar um pouquinho da história de Glauciele e Camila, atletas formadas nas escolinhas da URS. Camila Brait, quando começou era bem pequenina, mas queria de qualquer maneira jogar com as grandes. Ficava lá catando as bolas e enchendo a paciência, pedindo pra eu deixá-la jogar um pouquinho... Pra ela nunca tinha tempo ruim, tudo era muito divertido, menina de astral elevado, de um pique espetacular, nunca se cansava de treinar. Eu acabava o treino, e olha que era puxado, e ela pedia mais, sempre mais, fazia de tudo queria sempre aprender. Se deixasse, ela mesma levantava e atacava, de tão ´fominha´ que era.

Editorial

A Educação perde sua Missionária

Por: Ivone Regian Silva

Recebemos no final da semana passada,
a triste notícia do falecimento de
D.Maria Crema Marzola.
A sua figura atraia-nos tanto,
que chegamos a esquecer
que ela era mortal como todos nós.
A queríamos viva eternamente...
Nas batalhas da vida ela surgiu
em sua história: foi luta
e foi vitória nas muitas tristezas
ou nos momentos de glória.
Foi guerreira, amiga, irmã.
Fez dos espinhos, rosas.
Acreditou e teve fé sem medo.
Não se importou com o risco
de ser criticada, foi persistente
no amor, defendendo o que amava.

Editorial

07 de Setembro: Dia da Pátria

Por Ivone Regina Silva

Nossa Pátria vive momentos de grande sofrimento. As instituições políticas do País estão sendo duramente atingidas.

Reiteradas denúncias de corrupção atingem vários níveis do poder público. Cresce a indignação ética que nasce da consciência da violação de valores fundamentais de nossa sociedade. A democracia não subsiste à corrupção.

O povo brasileiro precisa recuperar a esperança, pela apuração da verdade dos fatos, pela restituição dos bens públicos subtraídos, numa colaboração eficaz para a real purificação de nossas instituições.

Editorial

Dom Luciano, um guerreiro de batina

Por: Marcos Terena

“Nos anos 80, em uma viagem de avião, sentei-me ao lado de um padre. Conversamos um pouco sobre a vida e a vida indígena, na qual os valores espirituais são sagrados e permanentes no relacionamento como Grande criador. Ele falou sobre os valores indígenas e sobre os possíveis erros do passado. Para mim, ali estava um padre diferente, que sabia falar das coisas sem dar sermão ou puxão de orelha. Ao desembarcarmos, ele me disse: “meu nome é dom Luciano, apareça na CNBB”.

A partir daquele momento, estimulado pela luta indígena, sempre que era necessário lá ia eu à CNBB para conversar com ele para que interviesse pelo menos no Ministério do Interior pelos nossos direitos como povos e, principalmente, como estudantes prestes a serem expulsos por orientação do general Golbery e do presidente da Funai, coronel João Carlos Nobre da Veiga.