Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Editorial

Aborto

por José Américo de Souza

No ato da fecundação, na fusão dos gametas do pai e da mãe, espermatozóide e óvulo, origina-se o embrião, organismo em estágio inicial de desenvolvimento da pessoa: A Ana ou o João, nascituro, que há de nascer. Está formada a pessoa. Corpo e Alma. O indivíduo. Unidade distinta, chamada embrião. Mas já é a criança menina, menino! E é bom lembrar que o espermatozóide tem motilidade, é móvel, tem vida. No microscópio ele se parece muito com um girino, ovo de sapa, em movimento dentro d'água.

Editorial

A vitória de Vado

João Osvaldo Manzan encerrou dia 30 de dezembro uma longa, profícua gestão à frente do Sindicato dos Produtores Rurais de Sacramento. Sem passar também por alguns revezes. Não deixou durante esse tempo de enfrentar uma branda, mas inquietante oposição, sempre derrotada nas urnas. Nosso Vado, o antigo lavrador, sapateiro e goleiro do CAS passou a administração do sindicato, que ocupou durante 15 anos, ao jovem presidente, Hermógenes Vicente Ribeiro, e demais diretores, eleitos através de eleição direta em novembro último.

Muitas foram as realizações de seu governo, a maior delas, segundo narrou em recente entrevista a este jornal, foi unir a classe em torno do sindicato, ao aumentar o número de associados. De 151 pulou para 2.300. Corajoso, destruiu a velha casa do Sindicato para um moderno prédio, que chega ao seu final só agora com a inauguração do salão de festas. Informatizou o serviço. Contratou veterinários. Firmou convênio com a Unimed. Realizou vários cursos de capacitação dos associados. Elevou e divulgou o nome do Sindicato no Estado. Sua gestão o fez por merecer um cargo na diretoria da Faemg.

Veni, vidi, vici

Célia Abrate (*)

Chegando em casa depois de varias braçadas e tentativas de um nado na piscina, atingir o 'sonho' de conseguir alcançar mil metros em uma hora, Ambleto vem ao meu encontro com um convite nas mãos, sento-me. O físico cansado, a serotonina solta, leio o convite. Nossa ! É da Mariú! Vai receber o título de cidadã uberlandense. Grande amiga, companheira, conseguiu! Que vitória! Começo a sorrir. Como os sonhos que um dia achamos impossíveis tornam-se realidade.
Olho para trás... É um passeio ao passado. Não olho aquilo que poderia ser realizado, mas sim as alegrias de uma juventude, feliz, ingênua, inocente. Visualizo você Mariú; magra, alta, charmosa, carismática e alegre. Suas tiradas engraçadas nos fazendo rir o tempo todo. A memória vai fluindo... Ah! Buscávamos nas saias rodadas, saltos altos, cabeças empinadas nos tornarmos menos feias. Mal sabíamos, Mariú, que tínhamos o que torna todos belos: a juventude, a alegria de viver e quem sabe, a pureza do espírito.

Alegrai-vos sempre no Senhor

Um homem enviado por Deus

O terceiro domingo do Advento é um raio de luz que ilumina a expectativa do Natal de Jesus. Como que em meio à escuridão, todos esperavam por uma luz. João escreve que Ele é a luz verdadeira que, vindo ao mundo, ilumina todo homem" (Jo 1,9). Antes dEle veio João Batista para testemunhar a Luz. Os judeus se animaram com a vinda de João pela luz que emitia. Podemos imaginar o quanto a figura de João impressionou, pois há muito não aparecia um profeta. Mais ainda: a situação do povo dominado pelo estrangeiro era dolorosa. De repente surge a esperança. Todos iam a ele para serem batizados (Mt 3,5-6). A liturgia leva-nos também a nos alegrarmos com o anúncio do nascimento de Jesus. Esse 3º domingo do Advento tem a característica da alegria porque já aparecem os primeiros clarões da vinda de Cristo. Paulo, na carta aos Tessalonicenses, convida os cristãos a viverem sempre alegres. O Natal não é somente alegria de receber o Senhor que vem na forma frágil de uma criança, mas é também um convite para que, em nossa fragilidade cheia do Espírito, possamos assumir a missão de João de ser raio de luz e preparação para a vinda do Senhor endireitando seus caminhos. Todo o relacionamento que possamos ter com Jesus em seus mistérios, como Natal, Páscoa e tantos outros, é um dom e um compromisso, um envio a anunciar a presença redentora de Cristo. Absorvendo a luz, possamos refleti-la.

Editorial

Por Ivone Regina Silva (*)

Que neste Natal de 2005, ao invés de presentear
parentes e amigos, nos façamos presentes junto
aos carentes, encarcerados, asilados e demais excluídos.

Ao invés de comemorar com mesa farta de nozes,
perus e vinhos, distribuamos cestas de alimentos às creches,
albergues, escolas, e hospitais públicos.

Ao invés de saturar as crianças com brinquedos supérfluos,
entulhando ainda mais os seus armários e gavetas,
consigamos fazê-las pedir bênçãos e dar graças,
abrindo seus corações à partilha, à ternura, à alegria e à paz.

Não deixe que a esperança morra

*Ivone Regina da Silva

De fato, a esperança não pode morrer.
Sem esperança a vida perde o seu encanto.
Deus criou o mundo e o fez tão maravilhoso para que nunca nos faltem
momentos de felicidade.

Mas, a felicidade que Deus quer para nós, homens de todos os tempos e idades, não é para
ser só de momentos. É para ser sempre.

A felicidade é a realização das esperanças que temos.
Quem cultiva a terra, espera colher. Quem trabalha, espera crescer.
Quem estuda, espera subir. Quem caminha, espera chegar.
Quem se casa, quer constituir família.
Quem pede, espera receber.