Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Editorial

Editorial

Maria ingressa no palácio real

por Pe. Luiz Carlos Oliveira

Celebramos a Assunção de Maria ao Céu. O fato de a celebração ser no 15.08 não quer dizer que Maria tenha terminado sua vida nesse dia (não sabemos se morreu – eu acho que sim, pois Jesus também morreu). O motivo de ser esse dia é porque é o dia da dedicação de uma igreja a Maria em Jerusalém. O salmo 44, celebrando o matrimônio real, contempla a beleza da esposa que é conduzida ao rei na festa das núpcias. O salmo é aplicado a Maria, que entra na mansão do eterno Rei. É aplicado também à Igreja, esposa de Cristo que vem de longe, formada por todos os povos para unir-se a Ele na fidelidade.

Editorial

Dia dos Pais

por Ivone Regina da Silva

O poema de autor desconhecido
realça bem o papel e a importância do pai:
Tem pai que ama,
Tem pai que esquece do amor.
Tem pai que adota,
Tem pai que abandona.
Tem pai que não sabe que é pai,
Tem filho que não sabe do pai.
Tem pai ...
Tem pai que dá amor,
Tem pai que dá presente.
Tem pai por amor,
Tem pai por acaso.
Tem pai que se preocupa com os problemas do filho,
Tem pai que não sabe dos problemas do filho...
Tem pai ...
Tem pai que ensina,
Tem pai que não tem tempo.
Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,

Editorial

A Criminalidade e os Direitos Sociais

Ricardo Alexandre de Moura Costa

A criminalidade que assola nosso país nos leva a refletir sobre qual sociedade queremos para os nossos filhos.

Antes de qualquer coisa devemos nos perguntar: A quem serve a justiça penal brasileira? Há décadas os brasileiros são vítimas de violência, seja dos colonizadores sobre os índios, dos senhores feudais sobre os escravos, dos latifundiários sobre os bóias frias, enfim, dos poderosos sobre os oprimidos.

No cerne desta questão encontra-se um sistema sócio-econômico maléfico que se qualifica pela brutal desconformidade na distribuição de rendas que produz cada vez mais riqueza e poder para uma minoria e miséria e submissão para uma gigantesca massa de brasileiros. E para que se mantenha esse estado de coisas, procura-se dificultar, ou até mesmo eliminar, as possibilidades de acesso do povo de participação na vida política, cultural e econômica do país.

Editorial

Velhos Tempos, belos dias!

Maria Elena de Jesus

"Eram os efervescentes anos 60. A geração rebelde, a geração alienada. E até a geração comportada do Iê, Iê, Iê... havíamos deixado para trás a era Elvis Presley, com seu rock alucinante, e entrado nas baladas dos Beatles, os garotos de Liverpool, "Hey Jude, to make said..." E, no Brasil, o Rei era Roberto Carlos, com sua famosa, 'Quero que vá tudo pro inferno'. A beatlemania dominava o mundo. Dominou tanto que um deles ousou dizer: "Somos mais famosos que Jesus Cristo". Presságio ou não, pouco depois a banda se desfez.

Editorial

Nossa Decepção

Ivone Regina da Silva

Bertold Brecht já proclamava: "triste o país que precisa de heróis.
O Brasil ainda precisa deles, infelizmente, e não só na vitória. No meio de tantos ataques, defesas, fugas e caças às bruxas neste pós-Copa prematuro é preciso abandonar o close, sob o risco de ser arrastado pela turba emocionada.

E errar tão feio quanto o nosso futebol, não só dentro do campo como fora dele.
Ninguém gostou de como nos comportamos na Copa. Ninguém gostou da derrota para a França. Aliás, ninguém gostou de como perdemos para a França. Perdemos sem jogar. Perdemos sem lutar, como disse, surpreso, um jornalista francês em Munique.

Editorial

Uma usina de álcool ou de açúcar ou de é bom para Sacramento?

Ílio Borges de Araújo (*)

A propalada vinda da cana para Sacramento, encontra terreno ´fertil para sua aceitação, haja vista a crise que abate sobre os produtores rurais, mormente os de soja, com sérios problemas de produtividade e de valorização do real frente ao dólar. Neste caso, a cana como uma alternativa de cultura poderia ser bem-vinda. É bom lembrar que todos os negócios estão sujeitos a altos e baixos, especialmente os do produtor rural, porque além dos riscos normais de outros negócios dependem da boa vontade de “São Pedro”, ou seja, dos fenônemos da natureza. Aliás os produtores de café têm dado muitas lições para lidar com todas essas adversidades, plantam sabendo que terão pela frente oscilações de preços, anos bons e anos ruins, trabalham também com previsão do tempo, através dos institutos próprios.

Editorial

Os guardiões: do leão e do povo

Hildeberto Júlio Castanheira (*)

"Quando falo da importância da Previdência Social para as pessoas , o que mais ouço é que 'lá é tudo ladrão, a gente contribui e eles roubam' ". (conforme Dr. PAULO DE TARSO DE SOUZA VIEIRA, em seu artigo: "Previdência Social ruim, mas pior sem ela", neste espaço do dia 25.06.2006, que termina assim: "Por fim, mesmo que possa ser uma utopia, acredito que a Previdência Social de nosso País venha um dia a ser justa, coerente e sem distorções. Basta que os governantes criem vergonha na cara e nomeiem técnicos competentes (GUARDIÃES) para, aos poucos, acabarem com tanta coisa ridícula" (Destaques e parênteses meus).

Editorial - Previdência Social ruim, mas pior sem ela

Previdência Social ruim, mas pior sem ela

Paulo de Tarso de Souza Vieira

Quando falo da importância da Previdência Social para as pessoas, o que mais ouço é que "lá é tudo ladrão, a gente contribui e eles roubam".

Não posso deixar de concordar (em parte), pois os precedentes históricos deixam qualquer um descrente com nosso sistema previdenciário, que visivelmente é comandado por amadores incompetentes indicados políticamente, e por isto cheio de distorções, injustiças, arbitrariedades. Outro problema sério que sempre existiu e cada vez mais ocorre, é a "mudança das regras durante o jogo", ou seja, a pessoa faz um planejamento e quando está prestes a obter um benefício a regra muda e tudo tem que ser novamente repensado.

Editorial

O homem passa, o exemplo fica

Ivanir Júlio da Silva, um nome desconhecido. Mas Ledo, o Ledo do táxi, esse ficará para sempre nas memórias dos filhos Ivone Regina, Leida (Walder), Walmor (Maria Luisa), Manja (Armando), da querida esposa Maria, a companheira que esteve à sua cabeceira até os últimos momentos e do filho Júnior, o caçula, grande no tamanho, mas ainda menino. Os irmãos e irmãs que cresceram juntos e separados viveram por força das circunstâncias ... Os netos queridos que perpetuam o nome da família, os bisnetos, terão muito o que recordar.

Um Deus muito a mão

pe. Luis Carlos de Oliveira

Celebramos nesse domingo depois de Pentecostes a festa da Santíssima Trindade. É uma festa diferente das outras festas do Mistério Pascal de Cristo. Essas se ligam a um fato da vida de Jesus. A festa desse domingo celebra o augusto mistério da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, fonte da salvação. O Papa João XXII estendeu a festa a toda a Igreja no ano 1331. É uma festa de origem devocional. Nem por isso deixa de ter importância. A devoção é muito útil e necessária para a vivência de todo o mistério de Cristo. Nesse ano B, a celebração toma um caráter de mistério de Salvação. O povo de Israel pôde fazer uma belíssima experiência de Deus. Ouviu a voz de Deus, foi escolhido e libertado por Ele. Esta experiência obriga a reconhecer que o Senhor é o único Deus e a observar suas leis. Nosso relacionamento com a Santíssima Trindade é uma vida reconhecida pelos benefícios que Dela recebemos, na criação, na redenção e na santificação, missões do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Embora sejam distintas as atribuições da missão, são ações do único Deus em três Pessoas.