Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Prefeito diz que vai aplicar R$ 1 milhão do carnaval na reforma de casas, saúde e educação

Edição nº 1449 - 23 Janeiro 2015

Justificando que a Prefeitura iria gastar quase R$ 1 milhão com o carnaval de 2015, o prefeito Bruno Scalon Cordeiro, em nota oficial publicada dia 16 de janeiro, afirmou que “a arrecadação do município mostra-se insuficiente para suportar o ônus de um gasto aproximado de R$ 1.000.000,00 , o que poderia deixar em descoberto algumas ações do governo, como saúde, educação, área social, esportiva e as voltadas à zona rural”. 

Na mesma nota, o prefeito repete a informação, afirmando que o dinheiro do carnaval será gasto, especificamente, em três ações: “será investido em reformas de casas, já em 2015, na saúde e educação, principalmente na gratuidade dos ônibus aos universitários”. 

Em resposta a emeio do ET, questionando porque os presidentes das escolas não haviam sido ainda informados da não realização do carnaval, o secretário de Cultura e Turismo, Adriano Magnabosco, responsável pelos festejos carnavalescos, disse que a nota oficial da Prefeitura com essa decisão foi publicada no dia 16 de janeiro e, três dias depois, encaminhou ofício às escolas informando sobre a decisão.

Para os presidentes, a Prefeitura não erra em deixar a cidade sem carnaval, mas no como conduziu toda essa decisão. “Em anos anteriores, a comissão organizadora reunia-se com as escolas em novembro, informando sobre a subvenção e discutindo o regulamento. Dessa vez foram protelando, protelando, ninguém sabia de nada e a apenas um mês do desfile soltaram a nota”, queixam-se, lamentando o prejuízo. “As escolas que firmaram contrato com aluguel de carros alegóricos e fantasias, aguardando a confirmação do desfile, vão arcar com o prejuízo da rescisão do contrato”, reclamam.

Magnabosco revelou também que, se fosse para realizar o carnaval, de acordo com o regulamento, apenas a escola de samba Beija Flor Sacramentano estaria em condições de desfilar. As escolas XIII de Maio e Acadêmicos do Borá tiveram suas contas rejeitadas pela contadoria da Prefeitura; a escola de samba Unidos do Areão també estaria impedida por não ter desfilado em 2014. E a prestação de contas da Bateria 2000 foi aprovada, mas com ressalva. 

O secretário finaliza perguntando: “Como realizar o evento com três escolas de samba impedidas de desfilar? A solução seria, então, fazer o desfile com uma única habilitada?”.

O secretário ilustra as respostas com o documento  assinado pelo prefeito Bruno Scalon Cordeiro e pela secretária de Controladoria, Lucinete Cardoso de Melo, mostrando o resultado da avaliação da controladoria jurídica.