Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Tribunal e Câmara aprovam últimas contas do ex-prefeito 'Baguá'

Edição nº 1432 - 19 Setembro 2014

O Tribunal de Contas do Estado de Minas (TCMG) e a Câmara Municipal de Sacramento aprovaram as últimas contas do ex-prefeito Wesley De Santi de Melo – Baguá, referentes ao exercício financeiro de 2012, último ano de seu mandato, à frente da Prefeitura da cidade. As contas, votadas e aprovadas por unanimidade na reunião ordinária da segunda-feira, 15, já haviam sido aprovadas, sem ressalvas, pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

Foi este o parecer do conselheiro, Licurgo Mourão, do Tribunal de Contas, acompanhado pela Câmara:  “Por tudo que dos autos consta, adoto o entendimento pela emissão de parecer prévio pela aprovação das contas, com fulcro no art. 45, I, da LC nº 102/08, tendo em vista a regularidade na abertura dos créditos orçamentários, suplementares e especiais, e na execução orçamentária (arts. 42, 43 e 59, da Lei nº 4.320/64), bem como no atendimento aos limites constitucionais e legais referentes ao ensino, à saúde, aos gastos com pessoal e ao repasse de recursos financeiros à Câmara Municipal, com a recomendação constante na fundamentação, quanto à adoção de melhores práticas na gestão orçamentária”.

 A decisão pela aprovação do parecer foi  unânime na sessão, que contou com a presença da procuradora Elke Andrade Soares de Moura Silva e os conselheiros Mauri Torres, Gilberto Muniz e Cláudio Terrão, presidente.  “Acolhida a proposta de voto do relator, por unanimidade”.

 De acordo com parecer da CMS, pela Comissão de Fiscalização Financeira, Controle e Orçamento, composta pelos vereadores Luiz Alberto da Silva,  Márcio Luiz de Freitas e Rafael Scalon Cordeiro as contas foram aprovadas por entender que o gestor da época, o prefeito Wesley De Santi de Melo (Baguá), obedeceu aos limites legais com a realização das suas despesas.

 

Baguá:  “Nunca tive dúvidas, pois sempre tive certeza da seriedade do trabalho de nossa equipe”

Ouvido pelo ET como um dos prefeitos que teve todas as contas de seu mandato aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e pela Câmara Municipal, o ex-prefeito Wesley De Santi de Melo, (Baguá) disse que estava muito feliz com esse fato. “Há poucos meses, quando recebi a confirmação da aprovação das contas pelo Tribunal, e agora ratificadas pela Câmara eu fiquei muito feliz. Não pelo fato em si de ter minhas contas aprovadas, o que reconheço que seja obrigação de todo gestor público, mas principalmente, por conta do disse-me-disse, da propaganda nefasta, das calúnias e das mentiras que meus adversários alimentaram a última campanha eleitoral”, comentou, em pequena entrevista.

- O Sr. Sr. ficou surpreso com a aprovação de suas contas? 

- Absolutamente! Tínhamos plena certeza que nossas contas seriam aprovadas, porque já vinha trabalhando numa regularidade orçamentária e financeira, ciente de minhas responsabilidades como gestor público, de lidar com um dinheiro que pertence ao povo. Desde o início, cumprindo e respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) me dediquei ainda mais a essa responsabilidade. 


- Essa responsabilidade foi compartilhada?

- Sim, com todos meus secretários das áreas financeiro-administrativas. Não é possível fazer um governo sem ouvir os técnicos e especialistas em contas públicas. Muitas vezes, falta ao gestor esse conhecimento científico de saber gerir as contas sem nenhum erro, daí a necessidade de se ter uma equipe competente e imbuída do mesmo senso de responsabilidade do gestor. Foi, portanto, sim, uma gestão compartilhada.

 

- O Sr. pensava em quê?

- Pensava, principalmente, em levar em dia as contas, porque eu sabia que poderia ganhar ou perder a política. Teria que passar aquele exercício financeiro para mim mesmo, caso fosse reeleito, ou para um novo administrador, mas não interessava. Como tínhamos exemplos de muitas Prefeituras endividadas, com contas já reprovadas, eu pensava em passar as minhas contas em dia, e saneadas, sem pensar em derrota ou vitória. 


- E a especulação gerada durante a campanha eleitoral, aquilo tudo o magoou?

- Muito, muito... Aquilo tudo me contrariou muito, me magoou bastante, pois tinha certeza de que não era verdade. Candidatos vociferando em reuniões e em comícios contra minha idoneidade administrativa. Quem é que não fica magoado? Pois falavam sem nenhuma prova, sem conhecimento, falavam por falar, soltavam boatos para me prejudicar, mas principalmente, por conta do disse-me-disse, da propaganda nefasta, das calúnias e das mentiras que meus adversários alimentaram a última campanha eleitoral.  Afirmavam que minhas contas não seriam aprovadas, que estávamos devendo, que  não tínhamos responsabilidade. Muitas pessoas acreditaram nisso, mesmo porque quando uma mentira é contada por certas pessoas, os outros acabam acreditando.

 

- E hoje?

- Hoje, graças a Deus,  estamos aqui de cabeça erguida, porque trabalhamos,  fizemos muito pela cidade, tudo o que estava ao nosso alcance. E eu já sabia, mas hoje, como nunca posso dizer, que sou um político 'ficha limpa'. Posso me candidatar  quando quiser.  Não sei se vou fazer isso, mas estou feliz e  com a consciência tranquila, de me mostrar a esse grande povo sacramentano, que me escolheu como prefeito, que cumpri fielmente o dever de bem governar.

 

 - Agradecimentos?

- Muitos, muitos... Primeiro, a Deus, que está acima de todos nós, que me deu forças e saúde para gerir durante quatro anos essa cidade maravilhosa. Um agradecimento às pessoas que estavam comigo, ao grupo que me ajudou a governar. Um prefeito sozinho não vai a lugar algum. Meu grupo se empenhou muito nesse objetivo. Não é pra me gabar, mas há muitos anos isso não acontecia  em Sacramento: 2009, 2010, 2011 e 2012 todas as contas aprovadas. A prova está aí. Eu presto aí minha reverência ao povo de minha terra, deixando aí minha prestação de contas.

 

- O que é uma obrigação...

- Claro, sou o primeiro a reconhecer esse dever. Razão de poder afirmar aos sacramentanos, que cumprimos todas as exigências legais. Sei que isso é  obrigação e fiz questão de cumpri-las e quando falo isso  não me vanglorio, porque quando coloquei meu nome para  apreciação da população, tinha o compromisso de uma gestão séria, responsável.  Não fiz  mais que minha obrigação, mas tenho também esse direito de dizer de peito aberto:  minhas contas foram todas aprovadas. Posso não ter feito tudo o que prometemos, mas de uma maneira ou de  outra cumprimos todas as obrigações. A população não tem nada para desconfiar em relação à gestão e ao dinheiro público, as contas estão todas aprovadas. Obrigado a todos!