Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1748 - 09 de Outubro de 2020

Moradores de vários bairros clamam por pavimentação

Edição n° 1247 - 04 Março 2011

Depois que viram as máquinas trabalhando no recapeamento das ruas Major Lima e Joaquim Murtinho, vários moradores de diversos locais da cidade ligaram para o jornal mostrando sua indignação pelo fato de a Prefeitura recapear o centro e deixar suas ruas no chão ou cascalho batido. 

Luiz Carlos Reis Souza,  47, morador do final da  rua Aldo Fernandes de Barros, no bairro de Lourdes clama por um pedaço de asfalto, apenas 50 metros, há três décadas. “Moro aqui há mais de 30 anos. Sai prefeito, entra prefeito e estou sempre cobrando, e até hoje nada. E vendo agora asfaltar duas ruas do centro, isso revolta a gente. São apenas 50 metros, prometidos em todo período eleitoral. É só chegar a política estão aqui, reconhecendo que é uma absurdo deixar esse pedacinho sem pavimentação. Mas quando estão lá, esquecem da gente”, queixa-se, perguntando se só os moradores do centro pagam impostos.

Outro chamado foi de moradores da rua Ivone Ferreira de Alcântara, no bairro Maria Rosa. Carlos Alexandre cobra o asfaltamento da rua. Lá a gente não trafega. Botamos uns galhos pra ninguém cair nos buracos. Temos casas aqui, mas ninguém decide quem vai asfaltar e agora estão jogando asfalto nas ruas calçadas. 

Também na rua Walter Fonseca, paralela á escola Tancredo de Almeida Neves, no bairro Paulo Cervato III, moradores cobram a limpeza e o asfalto  naquele final de rua. 

Na sexta-feira à noite, o Jornal recebeu três chamados de moradores do bairro Jardim Alvorada e do Jardim das Oliveiras denunciando o rompimento do asfalto na ponte da rua Antônio Augusto da Silva Neto.  “É a terceira vez só este ano, que arrebenta tudo aqui. Agora está aí, o trecho foi todo interditado”, denunciam, criticando o precário estado da pavimentação feita no residencial Jardim das Oliveiras.

 

O Jardim das Oliveiras

 

Márcio Antônio Correia, 41, morador do bairro há cinco anos, foi um dos primeiros a construir a sua casa no Jardim das Oliveiras. “Eu adquiri meu lote em 2001, e logo que a empresa entregou o loteamento, iniciei minha construção, com tudo aprovado pela Câmara e pela Prefeitura. Pouco tempo depois das primeiras chuvas, percebemos que o asfalto era de péssima qualidade. Não entendemos como a Prefeitura aceitou aquele serviço e, ainda mais que jogaram o asfalto em ruas sem galerias pluviais”, lamenta.

Correia compareceu ao jornal e disse que estava representando os moradores do bairro que vêm reclamando do problema desde o governo anterior. 

“- Já pedimos ao departamento de Obras da Prefeitura, durante o governo anterior e também no atual, para que tomassem para que tome as devidas providências, mas infelizmente até hoje nada. E as ruas chegaram num estado que não há mais como transitar. Não tem como uma ambulância ou uma viatura policial chegar lá. Por isso fazemos esse pedido, talvez até implorando, à Prefeitura para olhar pelo nosso bairro. Afinal, é um bairro muito bom, próspero, mas com as ruas em péssimo estado”.

Questionado sobre a culpa, se é da imobiliária que administrou o empreendimento ou da Prefeitura, Correia, diz que o prefeito anterior não poderia ter aceitado um asfalto de tão péssima qualidade como aquele. 

“- Não vi nenhum engenheiro fiscalizando a obra, tenho toda certeza, pois estou lá desde o início. Infelizmente, o governo atual deve assumir o erro do outro. Na época, não houve uma fiscalização. Então, acredito que o novo governo deve assumir o ativo e o passivo. Se a Prefeitura recebeu o loteamento, se a Câmara aprovou, devem agora assumir, pois sempre receberam o IPTU”, concluiu. 

 

Rua Ivone Alcântara e Jardim das Oliveiras 

 

Questionado sobre o clamor dos moradores das ruas Ivone Alcântara,  no Jardim Alvorada, na extensão de casas construídas e vendidas pelo empresário Mário Antônio de Almeida Jr., o Basinho, e do Jardim das Oliveiras, o prefeito Wesley falou sobre a responsabilidade da Prefeitura em relação à pavimentação dessas ruas.

“A pavimentação da rua Ivone Alcântara,  no Maria Rosa, é responsabilidade do loteador. O asfalto é por conta dele e isso é, hoje, uma exigência da Caixa Econômica Federal. Antes de liberar o recurso, toda a infraestrutura deve estar concluída: água, esgoto, redes pluvial e elétrica, meio-feio e asfalto, mas infelizmente a Caixa liberou”, disse.

“Agora, o fato da Caixa ter liberado as construções não quer dizer que a Prefeitura seja obrigada a asfaltar.  Quando a Prefeitura  expediu os alvarás, ficou ressalvado que a infraestrutura seria por conta do loteador. Fica muito difícil para  a prefeitura não liberar a casa. As pessoas cobram isso. Primeiro as pessoas cobram para entrar nas casas, depois elas começam a cobrar a infraestrutura. As pessoas não querem saber de quem é a responsabilidade, querem a infraestrutura. Mas mesmo a responsabilidade sendo dele, a prefeitura já fez alguma serviço ali para dar  mais condições para os moradores. Agora, o asfalto, o loteador vai ter que resolver, pois quando os moradores assinaram o contrato, eles sabiam disso”, frisou, afirmando que,aproveitando a presença da empresa de asfalto na cidade, vai chamar o empresário Bazinho, para conversar e ver o seu interesse em negociar com a empresa. 

Já no Jardim das Oliveiras, o prefeito Wesley assumiu a responsabilidade de asfaltar o residencial, para corrigir um erro da administração anterior. “O que não poderia ter sido feito pela administração anterior era receber um loteamento naquelas condições. Eu não aceitaria, porque o loteamento não tem  galerias pluviais e um  asfalto de péssima qualidade, uma casquinha”, afirmou.

Segundo o prefeito, uma vez que o loteamento foi aceito pela Prefeitura, a responsabilidade passa a ser do município. Reconhecendo que os moradores têm toda razão em reclamar, esclareceu que  as três ruas de acesso ao bairro já foram asfaltadas.  “A Associação dos Moradores  já esteve na prefeitura e já conversamos  e vamos asfaltar, vamos fazer o serviço, mas temos que aguardar a chegada dos recursos, porque,  infelizmente, uns projetos são aprovados primeiro que outros. Foi isso que aconteceu com o asfalto do centro da cidade. A verba para asfaltar as ruas daquele loteamento são emendas do Fahin Sawan e saiu primeiro a verba conseguida pelo deputado Deiró Marra, destinada para as ruas do centro e outras, mas não para o Jardim das Oliveiras, como não saiu ainda o recurso para a rua Dorica, que é projeto de outro deputado”, justificou, ressaltando que a Prefeitura não pode mudar a destinação das verbas.