Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Desmatamento na Amazônia cresce pelo 14º mês e se encaminha para pior registro em uma década

Edição nº 1735 - 10 de Julho de 2020

O desmatamento na Amazônia Legal cresceu pelo 14º mês consecutivo em junho, mostraram números preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aumentando a pressão sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro em um momento em que investidores e empresários passaram a cobrar do presidente uma ação mais efetiva contra a destruição da floresta.

 

De acordo com os dados do Deter, programa de satélite usado para acompanhar em tempo real o desmatamento, a derrubada da floresta aumentou 10,7% em junho, comparado com o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros seis meses do ano, a área devastada cresceu 25%, chegando a 3.066 quilômetros quadrados, mostram os dados do Inpe.

De acordo com Ane Alencar, diretora de ciências do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), se um novo crescimento vier em julho, o país se encaminha para uma taxa de desmatamento anual de mais de 15 mil quilômetros quadrados, equivalente a duas vezes e meia o tamanho do Distrito Federal, um aumento de quase 50% em relação aos 10.129 quilômetros quadrados desmatados em 2019 e maior número desde 2005, de acordo com os dados oficiais do governo.

Pesquisadores e ativistas ambientais acusam o governo Bolsonaro de dar poder a madeireiros ilegais, fazendeiros e grileiros de terra ao enfraquecer as agências de fiscalização ambiental e defender o aumento da mineração e do agronegócio na Amazônia como forma de desenvolvimento da economia na região.

O presidente afirma que está sendo demonizado e que o país tem um histórico exemplar na proteção ambiental e faz questão de apontar que a maior parte da Amazônia ainda é coberta pela mata nativa.

 

(Fonte: Jake Spring)