Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº1733 - 26 de Junho de 2020

Saudades...

Edição nº 1726 - 8 de Maio de 2020

A Deus, Chrissie

Sacramento perdeu nessa terça-feira 5, uma grande mulher, a enfermeirra Christina Russell McSorley (foto), a dona Christina da Vila Alexandre Simpson, a dona Christina da Creche, a Chrissie, carinhosamente assim chamada pelos amigos e ´filhos', milhares de filhos que ajudou a criar ao longo de quase 59 anos de trabalho junto ao Orfanato Alexandre Simpson e, nos últimos anos, à Creche Alexandre Simpson, desde que chegou a Sacramento, em junho de 1961, para administrar a Vila, fundada por Alexandre Simpson e Leonardo Nye, no início dos anos 50.
Chrissie passou o isolamento social na casa de Maria e Cristina, mas devido a uma doença respiratória crônica teve que ser internada, mas logo voltou para casa. Nas últimas semanas a situação se agravou devido a uma dengue que a levou de volta ao hospital onde permaneceu internada, vindo à óbito às 6h20 do dia 05 último, na Santa Casa de Misericórdia de Sacramento, de insuficiência cardíaca na presença de Melanie e Marilice.
Consagrada com a maior homenagem do Poder Executivo, a Medalha da Ordem de Na. Sra. do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, Chistina teve seu corpo coberto pela bandeira do município em ato solene e oficial realizado pelo prefeito Wesley De Santi de Melo e sua esposa, Maria Tereza Abrate Melo, na Casa de Oração, onde foi velada em câmara ardente. 
Considerando sua notoriedade e relevância de suas ações praticadas no cuidado e adoção de crianças e jovens; seu amor pela cidade de Sacramento; seu exemplo de vida e desprendimento, o prefeito decretou também luto oficial de três dias no município com as bandeiras do Brasil, Minas e Sacramento hasteadas a meio mastro no Altar da Pátria.
Durante o velório, Christina recebeu também homenagens do secretário de Cultura, Prof. Carlos Alberto Cerchi, que agradeceu ao Criador pelo presente que deu a Sacramento. "Foi um presente maravilhoso para Sacramento: leal, sincera e tolerante, teve o privilégio de viver quase 90 anos e dedicar a sua vida da forma mais admirável que possamos imaginar, uma vida dedicada ao próximo". 
No culto fúnebre, o filho e membro da Igreja, Reginaldo Reis, fez a abertura com o hino, 'Graças Dou'. O missionário Enoque Marques, de Araxá, enalteceu o trabalho da evangelizadora. "Conhecendo as leis de Deus, Christina deu testemunho através do exemplo. Foi professora na escola bíblica dominical, apresentando a bíblia para muitas pessoas e dando conselhos diretos e firmes de melhoria e temor a Deus". Finalizando, o membro da Igreja, Giovanni Fernandes proferiu a prece de despedida, sendo trasladada em seguida para o Cemitério São Francisco de Assis, onde foi sepultada com os missionários e amigos, Mr William Gilles, Mr Leonard Nye e Olegário Teodoro.
Christina deixa como legado o amor incondicional ao próximo. "Christina ensinou que todo ser humano faz parte da nossa grande família, que para ajudar não se escolhe país, cor, sexo ou religião, que devemos pensar na sucessão para que o amor ao próximo passe de geração para geração." Testemunhou Marize Rezende Cerchi em sua rede social.
Aos 75, Renor morre em Goiânia  
O servidor público sacramentano, Renor Juriti Sampaion (foto), mais conhecido na cidade como 'Norão', 'Nori' ou 'Juriti', morreu  no dia 23 de abril, no Hospital do Coração, em Goiânia, onde se encontrava internado há três meses na luta contra uma infecção pulmonar. Renor foi sepultado em Goiânia onde residia desde 1985 com a família.
 Renor Sampaio nasceu no Desemboque em 24/12/1944. Em 1970 mudou-se para Santo André (SP) e orgulhava-se de ter trabalhado no Metrô da capital paulista por vários anos desde a sua inauguração. Ganhou na loteria esportiva, comprou casa e um Karmann Ghia. Em 1974, casou-se com  Solange Borges Sampaio, também sacramentana, e se tornaram pais  de  duas filhas,  Fernanda e Patrícia.  Onze anos depois, em 1985, a família mudou-se para  Goiânia,  onde se tornou servidor público, trabalhando por vários anos no Governo do Estado de Goiás,  como superintendente de compras. Ultimamente estava ainda estava trabalhando na Prefeitura de Aparecida de Goiânia, com o prefeito Íris Rezende  Machado.
Para as filhas e demais familiares fica a saudade. “Papai era cheio de vida, engraçado, sorriso largo e fácil, sempre pronto a contar longas histórias a quem lhe oferecesse um tempinho para uma prosa. Tinha um jeito moleque pronto para fazer um "mal feito" com os netos Heitor e Caio e levar bronca da dona Sol. Kkkkk”, descrevem as filhas, acrescentando que Renor era fã de futebol. 
“Era torcedor fervoroso do Botafogo e do Vila Nova.  Ele nos ensinou muito. A sermos otimistas, a enxergar a vida com leveza sempre optando pelo 'ser feliz' ao invés do 'ter razão', a ser gentil e o verdadeiro significado da palavra empatia. Adorava uma pescaria e a lida com os animais no sítio que possuía no município de Professor Jamil, onde passava seus finais de semana junto com a família, na lida dos animais e cuidado com as plantas. As noites de terça-feira eram dedicadas aos netos que o esperavam ansiosos para comer pastel na feira do condomínio onde morava. Fica a saudade”. 
Assinante do Jornal ET, Renor tinha um carinho grande por Sacramento, onde deixou familiares como o irmão Arley Juriti Sampaio e muito amigos. A agradável visita que a cada final de ano fazia à redação nos deixava felizes. Que Deus o tenha! 
Cidade perde grande carpinteiro 
O carpinteiro Gilberto Alves Ranuzzi (foto) morreu no dia 30 de abril, por volta das 17h, em sua casa, vítima de uma parada cárdio-respiratória. Segundo o irmão, Miguel Ranuzzi, em dezembro último Gilberto apresentou um quadro de falta de ar e trombose na perna esquerda. Esteve hospitalizado sete dias e recebeu alta com a recomendação de se afastar do trabalho e manter repouso. “Gilberto cumpriu as recomendações e permaneceu em casa. Em março, começou a pandemia e aí que ele ficou em casa mesmo, até que passou mal e não resistiu”, relata.
Divorciado, Gilberto deixa o filho, Ítalo 21 e os irmãos, Otalícia e Terezinha (falecidas), Miguel (Vera Lúcia), Maria Izabel (Sebastião) e Roberto (Silvana), sobrinhos e muitos amigos. E era um excelente profissional da carpintaria. Vai fazer falta. 
Para Miguel, seu irmão, foi um exímio carpinteiro, de gênio alegre e festivo. “Gilberto foi um irmão muito querido dentro da família e também para os amigos. Ele era extrovertido, muito alegre, expansivo, além de ser uma pessoa muito simples. Um homem sem vaidade, muito trabalhador.  Tinha muitos amigos, era muito conhecido na cidade pela sua profissão, um exímio carpinteiro. Para nós da família fica o vazio, porque era uma grande pessoa”, explica, destacando que a carpintaria foi sua única profissão.
“Gilberto era muito bom no que fazia. Viveu da carpintaria. Era muito competente no ramo. Sua vida toda foi nessa profissão”, diz, emocionado, lamentando a morte do irmão e agradecendo a todos que enviaram condolências, mesmo não podendo estar presentes por conta da pandemia. 
  “- Atendendo às recomendações das autoridades públicas ligadas à saúde, devido à pandemia do novo coronavírus, o velório foi restrito e rápido, durando apenas quatro horas, mas durante esse tempo contamos com a presença de familiares e amigos e do Pe Antônio Carlos, da Paróquia d'Abadia, que proferiu as exéquias e, em seguida, fizemos o sepultamento no Cemitério São Francisco de Assis”.