Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº1733 - 26 de Junho de 2020

Emater orienta produtores de leite e queijo

Edição nº 1723 - 17 de Abril de 2020

A pandemia do coronavírus tem gerado dificuldades para a comercialização de leite e queijos, segundo produtores rurais mineiros. Para amenizar os problemas, técnicos da Emater-MG têm orientado a adoção de diversas medidas, como a redução dos custos de produção. Uma das principais sugestões dos técnicos da Emater-MG para evitar prejuízos na pecuária leiteira é a redução gradualmente dos gastos com a alimentação dos animais e colocando-os mais a pasto e para isto orienta para o  aumento do plantio de capim para que o rebanho tenha maior quantidade de um alimento barato no período de estiagem. 

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor devido à Covid-19, o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais, José Antônio Bernardes, não acredita numa queda brusca no preço pago pelo litro do leite ao produtor e nem uma paralisação na captação dos laticínios. “O queijo sofreu um primeiro impacto, mas o leite foi absorvido de outras formas por outras cadeias produtivas”, disse. 

Para  o analista de agronegócios da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Wallison Lara, com a pandemia, houve uma busca maior nos supermercados por produtos com mais durabilidade, como o leite longa vida, o que gera concorrência entre os laticínios pela captação do leite junto ao produtor. 

Já o  pesquisador da Embrapa, Glauco Carvalho, diz que ainda é muito cedo para saber quais os reais impactos no valor pago pelo litro de leite ao produtor. No cenário atual, segundo ele, é possível que o valor não sofra grandes variações. Isto porque, de acordo com o pesquisador, a atividade está entrando no período de entressafra e a oferta de leite nacional ou importado no mercado é baixa. 

Para garantir o abastecimento à população, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou que os estabelecimentos sob inspeção federal recebam leite a granel ou de uso industrial de estabelecimentos com inspeção municipal ou estadual. Dessa forma, segundo o diretor técnico da Emater-MG, Feliciano Nogueira,  os laticínios de menor porte, distribuídos em diversas regiões do estado, que possuam inspeção municipal ou estadual, poderão manter as suas atividades.