Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1748 - 09 de Outubro de 2020

Saudades...

Edição nº 1635 - 10 de Agosto de 2018

Francisco de Souza

Francisco Aleixo de Souza morreu no dia 15 de julho, oito dias depois de completar 97 anos (7/7). Seu corpo foi velado no Velório Mauricio Bonatti, por familiares e amigos e foi sepultado, logo após as exéquias, na manhã do dia 16, no Cemitério S. Francisco de Assis.

Marido de Maria Rosário Lemos 88, Francisco deixa seis filhos Maria Salete,  (Baltazar, in memoriam), Maria Bernadete (Wilson), Maria Aparecida, Maria Abadia, Aloísio de Souza e Regina de Souza, netos e bisnetos e deixa sobretudo um legado de exemplos para os filhos e todos que o conheceram 

De acordo com a filha Maria Salete, Francisco era um homem do trabalho. Lavrador, fez a vida trabalhando nas lides rurais e em serviços gerais.  Mas era um homem da família. “Papai foi um grande pai, um homem severo, mas amoroso, nos criou de um jeito bonito e deixa uma profunda saudade, por isso agradecemos a Deus pela sua vida por tantos anos e acreditamos que está ao lado de Deus”.   


Amerquinho Cardoso

Américo Alves da Silva Filho (Amerquinho) morreu na Santa Casa de Misericórdia, onde estava internado há 11 dias, às 10h da manhã dessa terça-feira 7, vítima de uma pneumonia bronco-aspirativa, em consequência do agravamento do Mal de Alzheimer, doença que o acometia há algum tempo. 

Casado com Joana D´Arc dos Santo Silva, deixou os filhos, Maria Inês (Fernando, in memorian), Sônia (Humberto), Adriana (Lester), Marco Aurélio (Maria Lúcia) e Lilian (Clarício), que lhes deram 12 netos, 2 bisnetos e um tataraneto. 

Emocionada, contou a filha Sônia, que os netos lhe prestaram uma singela homenagem no velório. “Minutos antes do enterro, reunidos em torno do féretro, os netos recitaram um antigo e frequente hábito do avô.  Fabricante da famosa Cachaça Amerquinho, sempre que tomava um gole tinha por hábito dizer em voz alta: 'Gê-gê-gê Gerarda!' Foi uma bonita e singela homenagem que nos emocionou a todos”, lembra.

Velado por familiares e um grande número de amigos e conhecidos, após as exéquias, proferidas pelo pároco, Pe. Ricardo Alexandre, seu corpo foi sepultado às 20h, no cemitério São Francisco de Assis. A pedido da filha Sônia, Amerquinho recebeu também do pároco, no dia anterior, o sacramento da Unção dos Enfermos.

 Lembram também as filhas Lílian e Sônia, que Amerquinho foi um homem do campo. “Papai tinha paixão por fazenda, plantações. Fez sua vida na fazenda Santa Helena, onde mexia com gado, plantava lavouras, entre elas, cana para produzir cachaça, que era a menina de seus olhos. Foi sempre um homem muito trabalhador”, confirmam, destacando a homenagem recebida do Banco do Brasil.

“Como Cliente nº 1 do Banco do Brasil, por ocasião dos 50 anos da agência local,  papai recebeu um cartão de prata dos diretores regionais do banco, por ter sido o primeiro cliente do banco na cidade”, lembra Lílian, completado pela irmã:

“- Era amigo de todos, alegre e brincalhão, papai tinha um sorriso nos olhos, por isso foi sempre uma pessoa muito conhecida e querida. Tinha muitas amizades, e por muitos era chamado de Amerquim da Cachaça. Já o seu produto também tinha um nome especial, era a 'Pinga do Amerquim'.

 Amerquinho foi um grande pai, confirmam as filhas. “Era bravo, mas tinha um coração bondoso, exemplo de pai, amoroso, dedicado aos filhos e à nossa mãe, que lhe devotava também um profundo amor. Ficaram casados 63 anos, completos neste próximo dia 22, sempre com um amor incondicional um ao outro. Foram sempre muito unidos, ressalta Lílian, com a irmã Sônia, repetindo as palavras da mãe: 'Mamãe nos disse que faria tudo novamente por ele e pela família'.

Sônia lembra ainda que o pai era muito católico, muito devoto de Nossa Senhora Aparecida e Santo Antônio. “Mesmo morando na fazenda, eles vinham à missa todos os domingos.   Outro hábito era a reza diária do terço, até que um dia não deu mais. Tanto que no velório rezamos um terço na sua intenção”, recordam as filhas, com Sônia mostrando no celular, a foto de um bilhete de Amerquinho pedindo, no momento da recitação do terço,  um bom emprego para o neto Thiago.

 Ficam o legado de exemplos e a saudades destes dois grandes homens, Francisco e Amerquinho!