Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1748 - 09 de Outubro de 2020

Zema quer reabrir escolas dia 5, mas casos de infecção em Minas aumentam

Edição nº 1746 - 25 de Setembro de 2020

O governador Romeu Zema, por meio do secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Amaral, autorizou que as cidades que estão na onda verde do Minas Consciente podem retomar aulas presenciais, a partir do dia 5 de outubro, mas a decisão final é dos prefeitos. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa nessa quarta-feira 23. Cidades que estão na onda amarela do programa Minas Consciente, que são 578, podem retomar o ensino nos níveis de graduação, pós-graduação e cursos livres.  

 

O que se percebe é que vai ser a maior baderna. Conforme explicou o secretário haverá um protocolo para retorno gradual do ensino, a partir do 3º ano do ensino médio, cujos alunos estão prestes a prestar o Enem, até as séries iniciais do ensino fundamental, com limitadores de segurança, regras de afastamento de docentes e alunos que compõem o grupo de risco para a doença e que seguirão trabalhando em regime remoto. 

“Nossa recomendação é que seja respeitado o direito das famílias de não levar as crianças para a sala de aula", ressalvou, porém, o secretário-geral do Estado, Mateus Simões. “O retorno às aulas não é obrigatório, apenas permitido. É mais ou menos como aquele bloco do Carnaval, 'Vai quem quer!'. E como o governo mineiro não quer pagar o ônus, jogou a responsabilidade pra cima das prefeituras.

Aí vem a secretária de outra pasta, a carioca Júlia Sant'anna, da Educação, esclarecendo que as escolas da rede estadual serão reabertas no dia 5 de outubro para o planejamento. Com isso, apenas os diretores e professores que trabalharão de forma presencial voltarão para as unidades para organizar como será o retorno das aulas, no dia 19 de outubro somente para os alunos do 3º ano do Ensino Médio por causa da proximidade do Enem. As atividades, segundo a secretária, serão apenas para fixar o conteúdo ministrado de forma remota e não haverá controle de frequência.

Em relação às escolas particulares e também à rede municipal, Simões afirma que a situação vem sendo discutida para que o mesmo cronograma seja seguido, mas as prefeituras terão autonomia para deliberar sobre a situação local.