Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº1733 - 26 de Junho de 2020

Educadores mineiros param atividades no próximo dia 31

Edição nº 1458 - 27 Março 2015

O Sindicato Único dos Trabalhares da Educação - SindUTE/MG, tendo como objetivo principal, sensibilizar o Governo do Estado a implementar o piso salarial. De acordo com o professor Carlos Alberto Cerchi, presidente da subsede local, além do piso, a classe pede a devolução das vantagens adquiridas ao longo do exercício profissional e que foram congeladas. 

Para o professor, esse prejuízo representa perdas consideráveis, e que geram problemas como a perda de qualidade do ensino por afastar os bons profissionais da educação.

“- Passou da hora de o Governo de Minas Gerais pagar a dívida que tem com os educadores nos 35 anos de atividade do SindUTE e de luta constante pela melhoria da educação.  O quadro que se apresenta é desanimador. A herança de desrespeito aos diretos conquistados não pode ser ignorada. A forma eficiente de manifestar o descontentamento é a luta usando o direito de greve, única forma e linguagem capaz de sensibilizar governo e patrões”. justificou o professor.

Compromisso do piso foi assinado por Pimentel
De acordo com a presidenta estadual, Beatriz Cerqueira, o governador Fernando Pimentel, enquanto candidato, assumiu o compromisso. “É preciso recordar que, no dia 18 de maio de 2014, durante a 13ª plenária estatutária da CUT Minas; e no dia 31 de agosto do mesmo ano, durante a VII Conferência Estadual de Educação, o governador Pimentel assinou o compromisso para aplicação da Lei Federal 11.738/08 do Piso Salarial Profissional Nacional como vencimento básico e reestruturação da carreira dos trabalhadores em educação, de modo a valorizar tempo de serviço e formação. Essa é a nossa referência para a negociação com o governo do Estado”, afirma.
Segundo informações, na página do SindUTE (www.sindutemg.org.br), as reivindicações sobre salário e carreira foram apresentadas ao governo durante duas reuniões de negociação, realizadas nos dias 27 de janeiro e 05 de fevereiro. “Entre várias demandas apresentadas pelo Sindicato, a reivindicação do pagamento do Piso como vencimento básico inicial de R$1.917,78 para o professor de nível médio, com carga horária de 24 horas. 
No dia 12 de março, o Governo apresentou a primeira proposta que, claro, foi rejeitada.  Nela, estão  a extinção do subsídio como forma de remuneração e retorno do vencimento básico, mas mantendo o vencimento atual; reajuste de 10,25% no salário do diretor a partir de maio de 2015 (apenas para diretores); abono de R$160,00 a ser recebido a partir de maio de 2015 para todos os profissionais da educação com incorporação em quatro etapas (R$ 40,00 em  julho, outubro, janeiro e abril de 2016),  somente para o pessoal da ativa, isto é, estariam excluídos os aposentados,  dentre outras. 
Na última terça-feira 24, mais uma rodada de negociações, que não avançou.
“- O governo afirma que a sua lógica é construir uma proposta de pagamento do Piso Salarial ao longo de quatro anos, mas não apresentou nenhuma proposta para além do abono de R$160,00”, afirma a presidenta Beatriz, completando:
 ‘‘Ainda, colocaram em debate, como forma de ameaça, a questão da proporcionalidade como uma questão que não queriam discutir, mas diante do “novo cenário”, teriam que considerar. Ainda, demonstraram um desconhecimento total  da Lei Federal 11.738/08, algo inaceitável para a negociação”, explica Cerqueira, concluindo.
A Assembleia estadual será no dia 31, terça-feira, no pátio da Assembleia, em BH.