Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1751 - 30 de Outubro de 2020

Um dia de Finados histórico

Edição nº 1751 - 30 de Outubro de 2020

O Dia de Finados neste ano de 2020 acontece de uma maneira um tanto diferente em todo o mundo. Além do culto e homenagens aos entes queridos vítimas de mortes naturais provocadas pelas diversas enfermidades, mais de 1milhão de mortos serão lembrados da causa que as vitimaram, a covid-19 provocada pela pandemia causada pelo novo coronavírus que há quase um ano vem ceifando vidas de uma forma impiedosa no planeta. 

 

O Cemitério São Francisco de Assis permanecerá aberto para visitação a partir deste sábado 31 e domingo 1º, para visita e lavação de túmulos; no dia 2, somente para visitação, sem missas na Capela, que serão celebradas pelas paróquias, Basílica do Santíssimo Sacramento, às 7h e 19h, e na Matriz de Na. Sra da Abadia, às 8h e 19h. 

Atendendo às recomendações das autoridades sanitárias, de acordo com a gestora do cemitério, Adriana Aparecida Rosa, o Dia de Finados em Sacramento contará com a presença da Guarda Municipal e de funcionários do Cemitério São Francisco de Assis para orientar os visitantes em relação aos protocolos que serão adotados para evitar a contaminação do novo coronavírus. 

“Vamos manter o cemitério aberto no sábado e domingo  das 8h às 17h e, na segunda-feira, Dia de Finados, das 7h às 17h, funcionando, entretanto com certas restrições adotadas como medidas de proteção contra a convid-19: Uso obrigatório de máscara; distanciamento social de 2 metros; higienização com álcool em gel; controle de limite de visitantes no local; proibição de flores e recipientes que retenham água e velas acesas nos túmulos; proibição do tráfego de pessoas sobre os túmulos e lavação de túmulos somente até o domingo”, enumerou, apontando as formalidades que estão sendo obedecidas nos velórios e sepultamentos . 

“Desde março, o portão principal do cemitério permanece fechado para controlar o tráfego de pessoas no local. Os falecidos com enfermidades normais têm velório de quatro horas, seguida do sepultamento com a obrigação de máscara, higienização das mãos e distanciamento de dois metros no cemitério. Já as vítimas falecidas pela covid-19 não é permitido o velório e, no sepultamento, presença máxima de 15 pessoas com as mesmas proteções. Seguindo também o protocolo, nossos funcionários usam todos os equipamentos de proteção especial (EPIs) exigios, como macacão, luvas, bota e máscara.

De acordo com Adriana a Prefeitura já tem um projeto que deverá ser posto em prática a partir da nova licitação, que acontece neste final de ano. Para isso, pela prática de alguns anos como gestora, ela aponta alguns problemas que serão solucionados. “Nosso cemitério tem túmulos do início do século XX, de 1908. Há muitos jazigos, alguns muito bonitos, trabalhados em mármore, mas outros muito deteriorados pelo tempo, cujos donos ou descendentes já morreram e estão aí abandonados”, diz, exemplificando.

 

“Aquele túmulo muito bonito com a cena bíblica da fuga para o Egito, retratando Nossa Senhora com o Menino Jesus no burrico e São José, era cuidado pela Fifita e pelo Sr Walter, um parente de Ribeirão Preto. Como ambos morreram, o túmulo está abandonado. Fomos obrigados a retirar parte da estátua por conta da depredação. Vândalos estavam entrando no túmulo que dentro tem um amplo espaço com oito gavetas, como se fosse uma pequena casa”, relata, aguardando a revitalização do espaço, que deve ser iniciada após a licitação. “Queremos ter aqui um ossuário, um velário e mais verde com bancos para os visitantes”, finaliza.