Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1748 - 09 de Outubro de 2020

Saudades...

Edição nº 1746 - 25 de Setembro de 2020

Rosemar morre de acidente perto de Unaí


O sacramentano Rosemar Antônio dos Santos (foto) 44, morreu vítima de acidente, na tarde da segunda-feira 21, por volta das 17h30, no km 930, da BR-251, próximo a Unaí (Noroeste de MG). De acordo com o corpo de bombeiros da cidade, ao jornal Unaiense, chovia na hora do acidente, o que pode ter contribuído para que Rosemar perdesse o controle do veículo, Ford Ka, cor prata, saísse da pista e viesse colidir com vegetação na margem. Preso pelo cinto de segurança, foi retirado pelos socorristas ainda com vida, mas com uma parada respiratória, sendo imediatamente encaminhado para atendimento médico, mas ao chegar ao hospital na cidade de Unaí, já não apresentava sinais vitais...


Rosemar Antônio dos Santos, filho do saudoso Santo Diogo e Maria Leila, há vários anos morava em Uberlândia e há 11 anos trabalhava no Ministério Público daquela cidade. Seu corpo foi trasladado para Sacramento, onde chegou por volta das 16h da terça-feira 22 e sepultado às 19h30, após exéquias proferidas pelo pároco, Pe Antônio Carlos Santos.  

A dor da perda e o legado deixado

Rosemar deixa dois filhos, Paulo Vítor e Paulo Vinícius, a mãe Maria Leila, irmãos, demais familiares e muitos amigos em Sacramento, Uberlândia e por outras cidades por onde passou. Emocionada, a irmã, Rosemary, falou ao ET sobre a vida do irmão desde que deixou Sacramento. “Rosemar foi sempre motorista e há 11 anos trabalhava no Ministério Público de Uberlândia, mas sempre estava em Sacramento, especialmente nos finais de semana para algum trabalho nos ônibus da Viaje Vale. Meu irmão foi uma pessoa muito prestativa, atenciosa e muito querido por todos a sua volta. Fez muitas viagens levando romeiros para Aparecida, excursões”, lembra. 

A Promotora de Justiça e diretora da sede do MP em Uberlândia, Daniela Martinez, em nome dos Promotores, servidores e colaboradores em mensagem à família, disse: “Estou absolutamente devastada, arrasada e perplexa com a partida sem aviso do nosso querido Rosemar. Sempre alegre, prestativo, solícito, cheio de energia, amigo de todos, amigo de todas as horas! (...) Não tem uma única pessoa que não tenha derramado lágrimas por ele por aqui. Ele era muito querido. E vai fazer muita, mas muita falta pra nós! E certamente fará pra toda a família...”

A promotora finaliza a mensagem à família, destacando que Rosemar será insubstituível pela alegria no trato com as pessoas, cita Santo Agostinho: “A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Por que eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, estou apenas do outro lado do caminho... você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela, como sempre foi”, disse, confortando a família. “Peço a Deus que conforte todos nós! Em especial à sua mãe, os filhos, e toda a família. Deus já o recebeu com amor e posso crer que com muita música - sertaneja - como ele gostava. 

Nessa quinta-feira 24, a família recebeu um convite do Ministério Público de Uberlândia, para um culto ecumênico na segunda-feira 28, às 19h. 

 

Sindicalista Urias Dutra morre aos 84 anos

 

Urias Dutra Ferreira (foto) morreu na madrugada do dia 21/09/2020, no Hospital UMC, em Uberlândia, aos 84 anos, vítima de complicações devido à doença de Alzheimer. Casado, deixa imensas saudades em sua esposa Altair Joi Dutra, em suas filhas, Cleonice, Cleide, Celia e Cristiane, bem como em seus oito netos, Henrique, Victor Hugo, Bárbara, Maria Paula, Luiz Felipe, Joyce, João Vitor e Maria Eduarda.

 

Nascido em Sacramento, em 21/02/1936, casou-se com Altair aos 20 anos. Fato notável na vida de Urias foi a persistência e dedicação que teve para prover o melhor para sua família. Em 1976 pede sua transferência para uma das agências do banco em Uberlândia, com interesse de oportunizar estudos para as filhas e para ele próprio, chegando a diplomar-se pela Escola Superior de Guerra, sendo, posteriormente, membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).

Dedicou-se à profissão de bancário, começando no Banco Nacional de Sacramento e depois em Uberlândia. Com amor à profissão, entrou para o Sindicato dos Bancários de Uberlândia, onde trabalhou por anos sempre com muita dedicação na luta pela categoria.

 

“Muito católico, papai cantava nas igrejas e tinha como verdadeira paixão de sua vida o seu violão. Tocava diariamente o instrumento com todo o seu amor, sempre cantando músicas sertanejas raiz de acalentar o coração. Enfim, foi um verdadeiro lutador, que buscou fazer sempre o melhor pela sua família, sempre com um otimismo invejável, um sorriso cativante e uma alegria de viver, que persistiram mesmo nos momentos mais difíceis de sua vida”, lembra a filha Cleide.