Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1742 - 28 de agosto de 2020

Saudades...

Edição nº 1742 - 28 de agosto de 2020

Irene Maria de Rezende

Irene Maria de Rezende  (foto) 77, morreu nessa terça-feira 25, às 6h45, no Hospital São Domingos, em Uberaba, onde estava internada. O corpo foi trasladado para Sacramento e foi sepultado no Cemitério São Francisco de Assis, na presença de familiares, com uma despedida íntima e emocionante, quando  todos recitaram um terço seguido pelo sepultamento, às 13h. 

Irene deixa o esposo, Rodolpho Soares de Rezende, e os filhos, Rodolfo (Rosely), Maria Izabel (José Alfredo), Ricardo (Maria Madalena), Rogério (Anisia), Renato (Maria Cristina), Ana Lúcia, Reinaldo (Michelle), Renata (Vander), Irene Cristina (Renis), Valéria (Ailton) e Raquel; e 15 netos.

Sacramentana, Irene era a terceira filha de Geraldo Magela dos Santos e Adélia Borges dos Santos, pais de outros três filhos,  Iracema (In memorian), João Luiz e Ada. Casou-se com o empresário Rodolpho Rezende em 1961 com quem construiu uma grande família.

De acordo com os familiares, Irene viveu inteiramente para a família, dedicação completa para filhos, genros, noras e netos.   

“Mamãe, graças a Deus, foi sempre muito querida, assim como papai. Só temos a agradecer por tudo que este casal maravilhoso proporcionou não só para família, mas para muitos da sociedade”, disse ao ET, emocionada, a filha Raquel, recordando o último encontro da família, no aniversário do pai, Rodolpho (1.1.20), na fazenda. 

“Já morando na fazenda, longe da família, eles ficaram muitos felizes quando nos reunimos na celebração da data. Era o que mamãe sempre gostava, a casa cheia dos filhos, sobrinhos e netos.  E logo veio o isolamentos social. Durante todo esse tempo, mamãe, já necessitando de cuidados especiais sempre esteve acompanhada por uma das filhas”, conta Raquel, lembrando mais da alegria nesse último encontro.

 

“Ela cozinhou para nós, com o auxílio das filhas e noras, estava extremamente feliz. Foi muito elogio pela comida tão maravilhosa de sempre, aquele tempero todo especial, carregado de amor, que estávamos com saudades, e quão guerreira e batalhadora diante das dores ela sempre foi”, relatou.

 

João Cariru morre aos 84

João Mizael Filho (foto), conhecido por todos como João Cariru, morreu às 23h do dia 24 de agosto, um dia histórico para a cidade, no Hospital Escola da UFTM,  onde se encontrava internado para o tratamento de um câncer que o acometia  há 22 anos. Seu corpo foi trasladado para Sacramento e sepultado no Cemitério São Francisco de Assis, às 11h do dia 25, após as exéquias proferidas pela amiga da família, imã Cecília. 

João Cariru, que completaria 85 anos no próximo dia 8, deixa a esposa, Maria Terezinha de Jesus, a companheira de todas as horas durante 63 anos e 10 meses de vida conjugal; quatro filhos, Luiz Antônio (Joinha),  José Antônio (Beleu - in memoriam), Maria Helena (Osvaldo) e Maria Eleusa (José Eurípedes) e três netos.  Mas deixa também um grande legado de muito trabalho e de exemplos de honestidade, religiosidade, amizade, de pai e de marido. 

Um homem que viveu para o trabalho e a família

Natural de Cruzeiro da Fortaleza (MG), João Mizael, que nasceu em 8/9/35, cresceu numa família de 14 irmãos e, de acordo com a filha Maria Helena, o apelido de Cariru o acompanhou desde criança. “Ele contava que a família era muito pobre, aí a mãe pedia pra ele buscar Cariru, para fazer com canjiquinha e quando ele apontava  com o legume nos braços os empregados da fazenda logo gritavam:  lá vem o Cariru”.

 Em outubro de 1957, com um ano de casado, João Cariru, chegou a Sacramento com Maria Terezinha e foi à luta para criar os quatro filhos que aqui nasceram, trabalhando para os fazendeiros do município, Antônio Rodrigues da Cunha (Moreno), Cezar Antônio de Souza, Mario Antônio de Almeida, Rodolfo Rezende e Jair Ferreira, quando de repente adoeceu. 

“Depois de seis anos trabalhando com Jair Ferreira, parou mais uma vez para tratar do câncer. Mas assim que melhorou voltou ao trabalho com o sr.  Joaquim Bárbara, por mais dois anos e, logo em seguida, com o Paulo Zago, durante mais 15 anos, quando encerrou sua honrosa lida de trabalhador rural. Aposentado, continuou uma vida feliz ao lado da esposa Maria e acompanhando sua doença com o tratamento recomendado, até que seu estado se agravou. Foi internado, mas não resistiu”, relata emocionada a filha, destacando o amor do pai pela família. 

“Papai foi um excelente pai, carinhoso, alegre, atencioso, preocupado com os filhos. Ele sempre quis o bem de todos os filhos sem dar preferência a nenhum. Trabalhou muito pra dar conforto à família, nunca deixou faltar nada.... Fica a gratidão pelo legado e a saudade dos familiares e amigos. 

A praça do Rosário era como o quintal de sua casa, quando não estava, às tardezinhas, numa roda de truco debaixo de uma sombra, ele adorava ficar sentado proseando com um, com outro e acenando para os conhecidos que passavam. Fica ali um banco vazio...”