Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Ação solidária - Quem pode ajudar Da. Maria Aparecida

Edição nº 1754 - 27 de Novembro de 2020

A dona de casa, Maria Aparecida dos Santos (dona Maria), que completou 58 anos no último dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, casada com Domingos Donizete dos Santos, pais de três filhos que lhes deram cinco netos está precisando de uma ajuda solidária da comunidade para uma causa muito nobre. 

 

A vida de Maria é como a vida da grande maioria dos brasileiros, nunca faltou amor e felicidade, mas foram muito saltos e baixos, momentos de glórias e de sofrimentos, mas sobretudo de luta e resignação que perduram por mais de 20 anos, depois que foi obrigada a amputar a perna esquerda. 

O drama de Maria começou em 1996, quando ela tinha 34 anos. “Morávamos na fazenda, tive um problema de varizes, precisei operar as duas pernas. Fiz a cirurgia em um hospital de Franca pelo SUS, daí a 15 dias teria que voltar ao hospital. Mas quando fui tomar um banho caí. O ortopedista pediu um raio X e quando ele olhou o exame, na hora, me mandou para o Hospital Escola de Uberaba, onde passei por cirurgia no joelho e permaneci internada por 17 dias. 

Os médicos abriram minha perna esquerda, tiraram a (patela) rótula do joelho e a situação complicou. Fui encaminhada para o Hospital Sobradinho em Brasília, não tinha vaga no Sara Kubitschek, mas já estava tudo infeccionado, o osso necrosou, estava preto. Aí colocaram uma prótese interna, que ia até acima do joelho”, relata Maria, informando que a família, de origem rural, foi obrigada a mudar-se para a cidade.  

“Tivemos que mudar para a cidade, porque, periodicamente, eu tinha que retornar a Brasília. E isso eu faia na companha da filha menor o que se tornou um complicador.  Uma vez queriam me prender por viajar com a filha menor”, recorda, e prossegue relatando que com a prótese era para a perna desenvolver uma articulação normal, mas isso não aconteceu. 

“A perna ficou curvada. E para piorar, escorreguei em casa numa colcha de cetim. Com a queda a prótese perdeu um dos pinos e fui obrigada a passar por nova cirurgia e daí vieram outras e outras, porque sempre quebrava.  Após a primeira cirurgia passei a andar apoiada por duas muletas. Até que a última queda foi fatal, escorreguei e caí na grama, o osso saiu pra fora. Voltei para o Hospital Escola e tive que amputar a perna na altura da coxa. Foi muito sofrimento. Amputei a perna no dia 30 de abril de 2009, mas estou aqui viva, graças a Deus...”, diz Maria resignada e demonstrando muita fé em Deus. 

Com a amputação, Maria deixou as duas muletas e passou para o andador, aguardando uma prótese do SUS. Ela até conseguiu, mas não deu certo. “Não me adaptei com a prótese, que pegava desde o quadril, foram vários ajustes, o pessoal da reabilitação vinha de Uberaba me atender. Foram sempre muito atenciosos, mas acabou não dando certo, por conta de outra complicação. Minha pressão subiu muito e sofri uma paralisia facial... Apesar das inúmeras tentativas, acabei tendo que remover a prótese”.

Mas a guerreira Maria nunca esmoreceu. Continua sendo a esposa, mãe e avó dedicada que sempre foi. Faz de tudo em casa. Diríamos, é a empregada doméstica da casa. “Se eu ficar parada, não duro nada, não. Minha vida sempre foi de trabalho, desde criança, para ajudar os irmãos pequenos, éramos oito filhos. Ajudava fazer sabão no tacho, polvilho, farinha, arrumar porco, até nas lavouras ajudava meu pai. A lida era grande... Não aguento ficar parada, não. Nem agora”, diz, alegre e com um largo sorriso. 

Mas o que segura o alto astral de Maria, e ela mesma reconhece, é sua inquebrantável fé, de missa diária pela TV Aparecida e, nos finais de semana na Basílica do Santíssimo Sacramento, lá está ela com seu andador dirigindo-se à mesa da Comunhão. 

“Encontro forças somente em Deus. Muitas vezes achei que fosse morrer no hospital... Só chorava, de medo de perder a perna. Pedi forças a Nossa Senhora e quando chegou a hora, enfrentei.  Eu me entreguei para Deus. Só estou viva, porque me entreguei a Ele. Nunca deixei de comungar, quando não posso ir, eles vêm aqui trazer a comunhão”, relata. 

 

A luta por uma prótese de fibra de carbono

De acordo com Maria, conforme o relatório do médico ortopedista, a prótese indicada para ela deve ser de fibra de carbono, muito cara, que não é fornecida pela saúde pública. De acordo com o relatório, Maria deve deixar o andador com certa urgência porque ele está provocando um esforço demasiado em seus braços e na perna direita, que já estão ficando comprometidos. 

“Essa nova prótese o SUS não tem. Ela é importada, é particular, e não é barata. Mas preciso colocá-la, minha perna direita e os dedos do pé estão ficando comprometidos, meus braços e a coluna também, porque com o uso do andador acabo forçando muito. Todo o peso vai para a perna direita e já sinto muitas dores...”, explica. 

 

Campanha - Para atingir o objetivo, a família e amigos estão mobilizados numa campanha de arrecadação de fundos para comprar essa prótese para Maria. “Eu tinha vergonha de pedir qualquer tipo de ajuda em dinheiro para os amigos e pessoas que me conheciam. Mas estou chegando num ponto que não dá mais para suportar as dores. Então, pensei em rifar um jogo de panelas novo que tenho em casa e encontrei apoio da minha filha Iris, da neta Camila e parece que vai dar certo. Mas estamos também tentando com a Prefeitura, para ver no que podem ajudar. Se Deus quiser vai dar certo”, afirma e, sempre com a convicção em Deus, agradece. 

“- A todos que estão ajudando, contribuindo, agradeço e peço a Deus e a Na. Sra Aparecida para que lhes deem muita vida e saúde, muita paz e amor no coração, assim como agradeço àqueles que fazem suas orações em prol dessa causa”.

Todo o drama de Maria foi relatado por ela ao ET, ladeada pela neta Camila 13, que tinha dois aninhos quando Maria amputou a perna. “Camila é minha 'cuidadora', me faz companhia o dia todo e também me ajuda nos afazeres, está sempre presente.  Para Camila, esse companheirismo é uma retribuição por tudo. “Estou só retribuindo tudo o que ela fez por mim desde que nasci. Nada paga o que ela fez e faz, mas é uma retribuição”. 


Como adquirir o bilhete e fazer doações 


Para comprar os bilhetes da rifa, ligue: 9.9823-2011 ou 9.8400-1911 e solicite alguém encarregado de levar o bilhete até sua casa ou solicite o endereço de pontos comerciais da cidade, onde poderá adquiri-lo. Para doações espontâneas através de conta bancária, solicite o número da conta e o Banco ligando para um dos telefones acima. Deus lhes pague!