Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1742 - 28 de agosto de 2020

De olho na rede

Edição nº 1457 - 20 Março 2015

SINDUTEMG X PIMENTEL

Os servidores da Educação de Minas Gerais estão numa queda de braço com o governador Fernando Pimentel, que durante a campanha teria prometido pagar o piso salarial.  No início do ano foi criada uma comissão de trabalho reunindo membros do Governo e do Sindicato, As propostas sobre salário e carreira da classe foram apresentadas ao governo nas reuniões da comissão que aconteceram nos dias 27 de janeiro e 05 de fevereiro. E, no dia 12 de março, o governo apresentou a primeira proposta que foi rejeitada. 

Dentre as propostas estão a extinção do subsídio como forma de remuneração e retorno do vencimento básico, mas mantendo o vencimento atual; reajuste de 10,25% no salário do diretor a partir de maio de 2015 (apenas para diretores); abono de R$160,00 a ser recebido a partir de maio de 2015 para todos os profissionais da educação com incorporação em 4 etapas (R$ 40,00 em  julho, outubro, janeiro e abril de 2016). 

O abono seria somente para o pessoal da ativa, isto é, estariam excluídos os aposentados), dentre outras. A proposta salarial do governo, na avaliação da presidente do SindUTE, Beatriz Cerqueira,  não contempla o atual valor do Piso Salarial, que em 2015 é de R$1.917,78, nem o reajuste vigente para este ano que foi de 13,01%. “A proposta, nem de longe,  responde às expectativas da categoria”, disse. 

Os servidores da Educação farão uma paralisação no dia 31 de março.  E a insatisfação da classe foi parar nas redes sociais. 

Plantão Inspeção Escolar: Melhor seria dizer: abandono salarial, em vez de abono salarial...

 

Marilda Barroso:  Votei no Pimentel por que tinha esperanças de que ele teria compaixão dos professores do ensino básico, mas pelo acabo de enterrar minhas esperanças e tenho agora a certeza de que nenhum governador olhará para os professores com relação ao nosso salário...

NEPOTISMO NA PMS
Maiko Palhares postou: O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por intermédio de sua Primeira Câmara Criminal, recebeu denúncia contra o prefeito Bruno Cordeiro por cometimento, em tese, de nepotismo na contratação de funcionários parentes de vereadores da sua base de apoio e também parentes do vice-prefeito.  
O Nepotismo caracteriza-se quando há empregabilidade de parentes próximos de agentes públicos – vice-prefeito e vereadores. No caos em tese, os quatro parentes nominados foram contratados para ocupar cargos comissionados, isto é, foram admitidos sem concurso ou processo seletivo. Constam do processo investigatório do MP,a nomeação de parentes de três vereadores, sendo uma tia, irmã e irmão, além da esposa de um tio o vice-prefeito, todos com comprovação através de certidões de nascimento e casamento. 
“Contudo, o artigo 86-A, caput e § 1º, inciso I da Lei Orgânica de Sacramento, introduzido pela Emenda à Lei Orgânica nº 8/2010, é absolutamente expresso no sentido de proibir a prática de nepotismo no Município de Sacramento, considerando como tal a nomeação e o exercício de cargo de provimento em comissão do cônjuge, companheiros ou parentes, em linha reta ou colateral, consanguíneos ou afins, até o 3º grau inclusive, do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores”.
Confira alguns comentários postados na página Por uma Sacramento Melhor. 
José Pires de Lima: Parabéns, Maiko... prestação de serviço relevante este seu post. A comunidade tem o direito de estar bem informada... Quem sabe assim não damos um basta nas famosas panelinhas... 
André Luiz Palhares Rejane: Não me arrependo de ter votado no 55, votei por ser contra a reeleição e entender que o projeto de governo dele na época, era o melhor. Realmente em se tratando de política, poucos são honestos. Raríssimos. Tem que pagar pelo crime.
Lilian Borges: Fazendo valer o ditado: "Quem tem padrinho não morre pagão". Mas Maiko,são poucos, numa cidade pequena, que dão a cara para bater. Parabéns pela coragem em divulgar os nomes dos "padrinhos e apadrinhados" pelo nepotismo reinante em Sacramento. Vamos acabar com a farra política dos privilégios no Brasil, nas três esferas: municipal, estadual e federal.  Chega de empreguismo para a população pagar.