Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

CMS homenageia Mulheres

Edição nº 1455 - 06 Março 2015

A Câmara de Sacramento homenageia nesta sexta-feira nove mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado dia 8 de março. As homenagens estão previstas na Resolução nº 316, de 9/5/2011, que institui o 'Dia de reflexão sobre o papel da mulher na sociedade sacramentana' e cria a Moção de Congratulação 'Carolina Maria de Jesus', a ser outorgada a mulheres indicadas anualmente  pelos edis. Em 2015, os vereadores homenageiam  as sacramentanas: Adari Maria da Aparecida Oliveira (Luiz Alberto da Silva); Aparecida de Fátima Ferreira Fornazier (Matheus Fonseca Bizinoto); Aparecida Pereira de Araújo Vilas Boas (Leandro Roberto de Araújo); Débora Aparecida Mião Silva (Mateus de Paula Pereira); Iris Cassiano (Cleber Rosa da Cunha);  Maria Alice Dias (Pedro Teodoro Rodrigues de Resende); Maria Angela de Oliveira Zandonaide (Rafael Scalon Cordeiro); Rosiléia da Costa Borges (José Maria Sobrinho) e Sandra Márcia Santana Freitas (Márcio Luiz de Freitas). Conheça as homenageadas:

 

ADARI MARIA, mais que mãe de Alessandra e Leandra e avó, é símbolo da mulher guerreira e trabalhadora, desde os 14 anos. Adari aventurou-se por outras terras: Franca, São Paulo, Tambaú, até que ficou pé em Sacramento em 1982 e aqui, com  o então marido, Ciro, abriram a Floricultura Cristina Flores. Ali, por 30 anos, as flores  deram cor e perfume aos seus dias, tanto que, após vender o comércio, embora aposentada Adari, continua como funcionária da Flor & Cia da amiga Bel. Incansável, aos domingos e feriados trabalha na sorveteria Frutos do Cerrado das amigas Janilda e Lucélia. Destaque-se, com louvor, o seu engajamento no trabalho voluntário em prol dos hospitais do câncer de Barretos e Uberaba. 

 

APARECIDA DE FÁTIMA, a Cidinha do Borracha, sacramentana,  casada com Luiz Humberto, pais de Erika, Luiz Henrique, Juliana e Gustavo e avó de oito netos. Cidinha é exemplo de esposa, dona de casa e de mãe. Mulher de uma religiosidade a toda prova na fé católica, e que dedica seu tempo às ações beneficentes e às atividades da da Pastoral da Criança e membro atuante na Renovação Carismática. Cidinha é também uma das participantes ativas do Terço da Misericórdia, na Rádio Sacramento todas as quintas-feiras. E, uma das marcas de Cidinha é a sua descontração, uma mulher alegre que adora cantar, é extrovertida, sempre risonha, cativante e amiga.  

 

APARECIDA VILAS BOAS, carinhosamente chamada de Peiry, exemplo de mulher no meio rural, quer pela atuação e vivência no dia a dia na comunidade do Desemboque e região, quer como professora em diversas escolas rurais, entre 1989 a 1998, quando se mudou para a cidade para exercer o cargo de auxiliar administrativa na Secretaria Municipal de Educação. Peiry concluiu o ensino médio no Telecurso 2000 e hoje está na fase de conclusão do curso de Técnico em Administração pelo IFTM. Casada com Ademir Vilas Boas, o casal tem três filhos, Sandra, Samira e Guilherme. Voluntária atuante no Grupo de Oração e ECC da Paróquia d'Abadia, dedicando-se nas horas vagas ao hobby preferido, o crochê. 

 

DÉBORA MIÃO é uma daquelas mulheres que sabe valorizar as raízes afrodescendentes na cidade, como integrante do Grupo de Moçambique Nossa Senhora do Rosário, cultura que herdou da mãe, Iracema Ferreira Mião, esposa de Sebastião Mião. Débora deixou também saudades na escola de samba XIII de Maio onde foi durante muitos anos a principal porta-bandeira. O seu trabalho diário não a impede também de exercer seu voluntarismo na Casa do Pão, onde semanalmente, trabalha na cozinha daquela obra social. Aos 43 anos, Débora é casada com Anderson Balbino Ferreira, pais de nove filhos: Wellington, Talita, Taine, Gustavo, Wanderson, Alisson, Talisa, Tauane e Tamiris. 

 

IRIS CASSIANO, um exemplo de filha de Nicanor Cassiano e Joana Fornazier e de irmã sempre presente na vida dos nove irmãos. Iris fez história em Sacramento como funcionária na antiga  Telefônica de Sacramento, empresa na qual se aposentou. Mas Iris não parou, mudou-se para Uberlândia e lá foi a funcionária exemplar da Construtora Araguaia Minas, onde trabalhou por 20 anos. Como bem dizem, “o bom filho à casa torna”, retorna à terra natal e se expõe a um trabalho voluntário ininterrupto para abastecer os bazares e instituições como o Colégio Allan Kardec e Hospital Dr. Hélio Angotti, Lar S. Vicente de Paulo. Iris, diríamos,  é daquelas 'mulher de verdade”.

 

MARIA ALICE DIAS, casada com Manoel dos Santos Carvalho e mãe de três filhos é uma mulher que faz a diferença no bairro Cajuru. “Um dia eu estava trabalhando no tanque de casa, quando vi dois meninos se atracando numa ferrenha briga. Corri para separá-los, e logo veio a ideia de fazer alguma coisa para tirá-los da rua”, recorda. E da ideia passou à prática.  Com muitas ajudas começou a desenvolver projetos no bairro: o almoço no dia das crianças e festa do Natal, depois vieram as aulas de dança, ginástica, capoeira, palestras. Foi presidenta da Associação e hoje, como vice, com a ajuda da diretoria, o salão do bairro oferece aulas de artesanato, culinária e o sopão quinzenal. 

 

MARIA ÂNGELA DE OLIVEIRA ZANDONAIDE, casada há 50 anos com José Luiz Zandonaide, pais de Alessandra (falecida), Elaine, Andrea, Adriana e Marina, é um, dentre outros baluartes da fundação da Apae na cidade, desde os anos 70. Foram longos anos como voluntária e diretora até assumir a presidência da entidade por dois mandatos com profícuas gestões. Continuou como voluntária, na Escolinha Tia Toffe, no Clube de Mães e no Corpo de Volunárias. Enfim, fez da APAE continuação de seu lar. Hoje é integrante do grupo Fortalecendo Laços, que tem como objetivo auxiliar pessoas que têm ou já tiveram câncer nas suas dificuldades, permitindo-lhes a troca de experiência e terapia grupal.  

 

ROSILEIA DA COSTA BORGES, exemplo de superação para mulheres, homens, crianças e adultos. Leia, como é conhecida, se tornou famosa por ser a primeira professora no Brasil e superar uma lesão medular adquirida após um acidente automobilístico que lhe tirou parte dos movimentos. Para superar o trauma, entregou-se de corpo e alma a todo os tratamentos possíveis até o veredicto final: não voltaria a andar. Mas ela queria viver, por ela, pelo filho Lucas  e pela família. Venceu preconceitos, recusou aposentadoria por invalidez e, no cargo de professora no Estado de São Paulo, voltou à ativa, numa cadeira de rodas. Na cidade vende cosméticos, realiza trabalhos voluntários e faz um trabalho de apoio e estímulo para pessoas com deficiência física. E é muito feliz.

 

SANDRA MÁRCIA SANTANA FREITAS, casada com Paulo Roberto de Freitas, pais de dois filhos, Poliane e  Paulo Henrique. Sandra fez a diferença no povoado do Quenta Sol onde nasceu e trabalhou por 31 anos como  Técnica de Enfermagem do Posto de Saúde.

 

Residindo no povoado, teve dedicação exclusiva à saúde dos moradores: crianças, jovens e idosos. Para Sandra não havia sábado, domingo ou feriado. Precisou da Sandra, lá estava ela com toda  atenção e cuidados. A homenagem lhe chega como recompensa. “Em meio a tantas tristezas nesses últimos dois anos, o falecimento de meu pai, o AVC de meu esposo,  a saúde debilitada de minha mãe, a homenagem chega como uma recompensa. Fico muito honrada e agradecida”.