Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Água na Sete Voltas: Moradores cobram solução

Edição nº 1465 - 15 Maio 2015

Os moradores do povoado da Sete Voltas entraram em contato com o ET esta semana através da edição online do jornal, pedindo uma solução para o problema que vem ocorrendo há dois meses no sistema de distribuição de água da comunidade, administrado pelo SAAE.

“- Quando chove é normal a água chegar nas torneiras das casas bastante suja - o que não deveria ser também, de qualquer forma, a população já até conformou com isso - mas há dois meses, mesmo sem chuva, a água continua chegando barrenta nas torneiras”, reclama Kênia Jerônimo, em nome da comunidade. 

Kênia informa que quem cuida do posto é o  próprio SAAE. “Eles vêm uma vez por mês colher amostra para análises. Eles estiveram aqui lavaram a caixa, não adiantou, aí eu postei uma foto e a  esposa do Sr. Paulo Henrique  João ligou no SAAE para reclamar. O Sr. Marcelino esteve aqui em minha casa para uma explicação falou que o poço tinha aumentado muito e que a sujeira é argila e disse que não fazia mal tomar a água e  que iriam tomar providências para melhorar”. 

De acordo com a moradora, o SAAE tentou uma solução, abastecendo a caixa d'água com caminhão pipa, colocaram detergente na caixa e deixaram a água do poço vazar na rua durante todo o final de semana. Ao religar a água do poço na caixa d'água, ela continua chegando suja nas torneiras”, reclama, dando notícia também da perfuração de um poço para o agricultor Paulo Henrique João por uma empresa especializada.

“- Surgiu a ideia de usar o equipamento da empresa para soprar a tubulação do poço que abastece o povoado, mas o técnico não garante que os canos vão aguentar, pois não são adequados e pode até perder o poço”, informa também Kênia, lamentando que a solução está demorando muito. “Há mais de dois meses estamos com água suja escorrendo em casa, não pode ser usada para nada”, lamenta, enviando junto várias fotos mostrando a cor amarronzada da água e perguntando: Como é que podem cobrar por uma água dessa qualidade?

 

Marcelino explica problema da água na Sete Voltas 

O secretário e diretor do SAAE, Marcelino Marra Batista, ouvido pelo ET, disse que a causa da água suja tem como causa o tipo de solo da região da Sete Voltas. “Não há outro tipo de rocha naquela região, o solo é todo argiloso, assim como o poço é totalmente argiloso. Com o acúmulo da água de chuva, como o poço artesiano não é protegido, ela penetra no poço e aumenta a turbidez”,  explicou, informando que a turbidez medida através de análise alcançou as marcas: 1ª, 26 partículas por milhão; 2ª, 10,8, quando as chuvas diminuíram. 
Disse o secretário que o SAAE abasteceu a caixa d'água com caminhões pipa quando o nível da turbidez estava muito alto. “Fizemos o abastecimento com caminhão pipa por duas semanas, fizemos limpeza do poço, esgotamento da rede e da caixa d´água e havia normalizado”, explicou, ressaltando que atendeu a uma denúncia dia 12 enviando técnicos ao povoado. “A saída ali, na avaliação dos técnicos, é proteger um raio de dez metros no  entorno do poço, para impedir a percolação da água da chuva”. 
Marcelino finalizou informando que nessa quinta-feira 14 vai à comunidade para tratar desse assunto e também da hidrometação. “A partir dessa normalização, os moradores vão receber a cobrança”, afirmou, para desgosto dos moradores que pagam agora o preço pelo fato de o povoado ter se transformado em 'bairro' da cidade, conforme projeto do prefeito Bruno Cordeiro, no início de seu governo.