Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Fotógrafo de Araxá registra ação policial no combate ao roubo de veículos na MGC 464

Edição nº 1407 - 28 Março 2014

O fotógrafo araxaense Willian Tardelli acompanhou o desfecho da ação policial realizada no último dia 19, que culminou com a prisão de C.H.G.O.,18, e a morte de Aldinei Antônio de Oliveira Júnior. Os dois estavam no Honda Civic, placa HGW 4222, roubado em Uberaba e utilizado em outros assaltos na rodovia que liga Sacramento/Conquista/Delta.

De acordo com o fotógrafo, durante a  perseguição que começou por volta das 16h, houve quatro momentos de trocas de tiros. No primeiro, os autores não obedeceram à ordem de parada e  fugiram pela rodovia LMG-805 efetuando disparos em direção a viatura em que se encontravam os investigadores, que  revidaram para se defender, iniciando a perseguição atrás do veículo pela rodovia, até que os indivíduos entraram num canavial, localizado na fazenda Garça, momento em que a PM chegou. 

Os militares e policiais civis de Sacramento, Conquista, Delta e Uberaba, iniciaram um intenso rastreamento com o objetivo de localizar o veículo, e, após um tempo, uma viatura composta pelos soldados, Geraldo e Brito, avistaram o veículo, e com sinais sonoros e luminosos determinaram sua parada, no entanto os ocupantes com armas de fogo em punho, não obedeceram à ordem de parada e efetuaram vários disparos de dentro do veículo em direção aos militares, que revidaram no intuito de se defenderem e zelarem por suas vidas. 

Mais uma vez os suspeitos evadiram-se e, ao chegarem próximo a uma mata, abandonaram o veículo e adentraram na mata, continuando a disparar contra os militares que aguardaram apoio das outras guarnições. Tenente Idônis, ex-comandante da Cia de Sacramento,  com os soldados Borges e Brito adentraram na mata e, os autores que estavam escondidos atrás de pedras e árvores efetuaram novamente vários disparos contra os militares que, também, já se encontravam dentro da mata.

De acordo com o B.O., “a PM ordenou que se rendessem, porém os autores não obedeceram e continuaram atirando em direção aos militares, que revidaram à injusta agressão, pois estavam abrigados atrás de árvores e corriam risco de vida.    Houve uma intensa troca de tiros entre PM e suspeitos e, após várias tentativas fracassadas de diálogo com os suspeitos, não restou aos militares outra opção, a não ser o uso das habilidades adquiridas em treinamentos contra os suspeitos, e Aldinei Antônio de Oliveira Júnior foi alvejado e morto no local, momento em que CHGO se rendeu e foi preso. A viatura em que sem encontravam os soldados Brito e Geraldo ficou com o pára-brisa todo perfurado pelos disparos efetuados pelos autores. Felizmente nenhum disparo atingiu os policiais”.

O local foi preservado, e aguardada a chegada da pericia técnica da Policia Civil e o IML de Araxá. O perito Marcelo Tomanik e a técnica  em enfermagem Joelma (JÔ) realizaram os trabalhos de praxe, constando diversos cartuchos de pistolas calibres 380 e pistola ponto 40,  de uso restrito das polícia  militar e civil,  além de um bloqueador de sinal de rastreamento dentro do veículo Honda Civic, que teve várias perfurações na troca de tiros.  

O corpo de Aldinei se encontrava, num local de difícil acesso, localizado a aproximadamente 70 metros dentro de um buraco. No corpo, o perito constatou uma perfuração na cabeça, uma no braço, outra em uma das mãos, e uma pistola 380 em cima da barriga do suspeito, com um projétil na câmara de disparo e duas munições intactas no carregador. 

Também, em frente ao corpo de Aldinei, foi visualizada uma pedra com várias marcas de disparo de arma de fogo de frente para o corpo da vítima, onde segundo a perícia, as marcas dos disparos podem ser da  pistola 380 que estava com o suspeito Aldinei, pois as marcas dos disparos estavam voltadas para o suspeito. 

Perícia técnica, militares, investigadores, bombeiros e jornalistas que estavam no local, foram unânimes em destacar que esta pedra pôde ter evitado que algum militar fosse atingido, até porque é uma pedra grande que  dificultou a visão do suspeito morto em direção aos militares.

Encerrados os trabalhos da perícia técnica, depois de resgatado pelo corpo de bombeiros de Uberaba, de um local de difícil acesso, o corpo foi encaminhado ao IML.  

Ao jornalista Tardelli, o delegado de polícia civil de Tiago, Tiago, que coordenou as investigações e tenente Idônis, comandante da PM em Conquista, destacaram que a preservação da vida de qualquer pessoa é doutrina das duas instituições, e que o uso de força suprema, só é utilizada quando a vida de militares, investigadores e de vítimas é colocada em risco por parte de infratores da lei. 

Tenente Idonis (PM) destacou que a PM esgotou todas as formas de negociações com os suspeitos, porém hora alguma os militares foram ouvidos, e a resposta em todas elas, foram disparos de arma de fogo por parte dos suspeitos. A PM irá instaurar inquérito interno, para tentar saber de qual arma saiu o disparo que matou Aldinei.

Também foi destacado pelos comandantes que as investigações sobre os assaltos de veículos já duravam mais de 30 dias e que muitos dos policias militares e civis, já estavam neste período sem folgas e trabalhando em escalas, na tentativa de localizar e prender as pessoas que vinham tocando o terror nas estradas e fazendas da região de Sacramento, Conquista, Delta, Jubaí e Uberaba.

De acordo com o delegado Tiago, as investigações vão continuar, pois acredita-se que existam mais pessoas envolvidas.

Participaram da operação, da Polícia Civil, os profissionais: Delegado Tiago, responsável pelas investigações; o escrivão Roberto; os investigadores, Diego, Eduardo e Raphael da Delegacia de Conquista; o investigador Luiz Fernando,  da Delegacia de Nova Ponte e os  investigadores Diogo e Dioges, da Delegacia de Ibiá. Da Polícia Militar: Tenente Coronel Arnaldo, Capitão Maurício, Tenente Idônis, Tenente Monteiro, Sargentos Alexandre e Luiz, Cabos Batista, Azevedo, Pagnan, Cássio, Borges, De Jesus, Geraldo e Brito. Bombeiros Militar/Uberaba: Aspirante Oficial Deillon, Sargento Agmar, Cabos Alves e soldados Carmo e Fabiano e do IML e perícia criminal  de Araxá: Marcelo Tomaniki, Joelma (Jô) e Hudson Fiuza. 

 

(Fonte: Texto e fotos www.williantardelli.com.br / redação ET)