Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

José Armando Maluf: recebe homenagem do TJMG

Edição nº 1392 - 13 Dezembro 2013

O Oficial do Cartório de Registro de Imóveis de Sacramento, José Armando Maluf, foi homenageado,  na sexta-feira, 6,  pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), quando recebeu da juíza da comarca, Roberta da Rocha Fonseca,  a  Medalha  Desembargador Hélio Costa, pelos  relevantes serviços prestados ao Poder Judiciário local. 

A justa homenagem a José Armando se deu através de indicação e aclamação por unanimidade pela comissão composta pela juíza Roberta; promotor de Justiça, José do Egito de Castro e Souza; prefeito Bruno Scalon Cordeiro; presidente da Câmara, José Maria Sobrinho, e pelo presidente da 116ª Subseção da OAB/Sacramento, José Rosa Camilo. 

“José Armando se destacou pela devoção, ética e honradez à causa da Justiça”, disse a juíza Roberta Fonseca que presidiu a sessão solene, realizada na sede do fórum local, onde se  reuniram autoridades, familiares e amigos.

 Emocionado, José Armando, em poucas palavras sintetizou o seu sentimento de gratidão pelo reconhecimento. “Felizmente, eu só tenho a agradecer a presença de todos. Eu não mereço tanto. Agradeço a todos os amigos que aqui estão, bons amigos. Muito obrigado, muito obrigado e muito obrigado”, disse.  

José Armando Maluf, 75,  é sacramentano,  filho dos saudosos,  Fozo Rachid Maluf, de quem herdou o gosto pela profissão, e da Profa. Corália Venites Maluf, crescendo num lar feliz com as irmãs, Mariléia, Linda e Daisy. Os primeiros estudos foram na EE Dr. Afonso Pena Jr, seguindo depois para o internato no Colégio Marista Diocesano, onde concluiu o ensino fundamental e o secundário.

Em 1958, ingressou no curso de Direito na Fiube (atual Uniube), que concluiu cinco anos depois.  Nesse tempo de estudante universitário, 1959, José Armando já voltara a Sacramento e iniciara nas lides com o pai no Cartório e logo tornou-se Escrevente Auxiliar no Cartório do Segundo Ofício Judicial, por nomeação do então juiz de Direito, Dr. Ottogamiz de Oliveira. Dois anos depois, 1961, José Armando foi nomeado substituto do pai  pelo juiz de Direito, Dr. Ruy Gouthier de Vilhena. Vinte anos depois, em 1981, pela Portaria do então juiz Dr. Aloísio Silva, José Armando foi designado para responder pelos cartórios (serventias, como eram denominadas). E, com o advento da Carta Magna de 1988, com estatização dos cartórios,  judiciais e extrajudiciais, José Armando, que contava com quase 30 anos  na função, continuou como titular e, como havia cumulação e devia escolher uma serventia, optou pelos Cartórios Extrajudiciais e o Tabelionato do Segundo Oficio, este último também mais tarde desmembrado. 

José Armando é tido como profundo conhecedor e estudioso do Direito Registrário e se destacou por estar sempre em perfeita comunhão com as determinações do Poder Judiciário e sempre aberto ao diálogo e ponderações com os usuários dos serviços.

 Mas a vida de José Armando, desde a sua juventude, vai além dos Cartórios, ele  que sempre primou pela elegância no porte, no trato  com os outros e no vestir, foi uma pessoa engajada social e culturalmente. Foi, na década de 1960,  um dos fundadores do jornal “O Passa Perto” com outras mentes brilhantes, como a do desembargador Sérgio Antônio de Rezende;  presidente da Escola de Samba Mocidade Alegre; presidente do Sacramento Clube; membro fundador do Lions Clube, entre as décadas de  1960 e 1970 e, mais recentemente,  presidiu o Rotary Clube, no biênio 2008/2009. 

Constituiu família e é pai de quatro filhos, que já lhe deram dois netos. Do primeiro casamento, nasceram-lhe os filhos,  José Armando Maluf II, engenheiro mecânico;  José Eduardo Maia Maluf, arquiteto e biólogo;  Juliana Gabriela Maia Maluf, bacharel em Direito e Registradora Substituta); do segundo casamento, Gustavo Portella Maluf, bacharel em Direito e publicitário. Atualmente, José Armando é casado com Margaret Santos Maluf.

José Armando fez a sua história na família, coroando-a com uma bela e bem sucedida prole; na sociedade deixando o seu legado onde atuou, e na atividade profissional de quase 50 anos, que agora vê merecidamente reconhecida.