Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1771 - 26 de Março de 2021

Alegria e solidariedade na 15ª Campanha Natal da Fartura

Edição nº 1394 - 27 Dezembro 2013

Uma movimentação diferente encheu as ruas do bairro João XXIII, São Geraldo, Perpétuo Socorro e Chafariz na manhã do sábado, 21, para a distribuição de cestas básicas para 1.200 famílias, na 15ª Campanha Natal da Fartura promovida pela empresa Sak´s. Durante a distribuição, cada um fazia a sua parte como voluntário, do diretor da empresa, José Renato Marques, passando por muitos voluntários funcionários, aos Heróis do Futuro, todos muito simpáticos no atendimento às famílias, fazendo daquele momento uma presença solidária.

 José Renato, como acontece anualmente, foi presença na distribuição das cestas e recebeu o carinho dos beneficiados, mas reconhece que para muitas pessoas a cesta é mais que um presente. “Infelizmente, ainda há necessidade de ações como esta no país. Eu gostaria que fosse um presente, mas na verdade muita gente precisa dessa ajuda, é mais uma necessidade do que um presente, não só aqui, mas no país. E a necessidade é muito  maior do que se imagina. E olha que Sacramento não está entre as cidades mais pobres do país, tem muita gente que necessita muito de ajuda”, reconhece.

 O ET lembrou-lhe os versos da música, “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que sabem ser generosas...” ao que o empresário respondeu: “Não  sei se ficam mais perfumadas, mas é uma realização que me lava a alma. Deus sabe a emoção que sinto, fica um nó na garganta ao ver a alegria com que as pessoas recebem a cesta, e a gente vê que realmente são pessoas que têm necessidade. É gratificante. Peço a Deus que me dê saúde  para que possa realizar isso enquanto eu estiver aqui”, afirma, e diz mais: “E se dependesse de mim, gostaria de poder fazer isso todo mês, mais vezes por ano”. 

“- Não vale mais ensinar a pescar do que dar o peixe?”, perguntamos, também, para uma resposta rápida de José Renato: “É verdade, muitos dizem isso, mas entendo que, muitos, para aprender a pescar, precisam antes do peixe. A ação deve ser simultânea, dar e ensinar. Dar enquanto precisam. E aqueles que já pescam muito devem aprender a distribuir um pouco. Entendo desde pequeno com minha mãe que, quando a gente já pescou, tem que repartir um pouquinho daquele peixe que conseguiu”, afirma, destacando que o projeto da Sak's, 'Heróis do Futuro' completa a ação social da empresa, no sentido de 'ensinar a pescar'. Enfim, o Natal da Fartura mexe também com os funcionários que se sensibilizam. Isso é automático, a ação ensina outras pessoas a repartirem”, afirmou. 

A gratificação das visitas às famílias
Cláudia Aparecida Rodrigues e Ester Ranuzzi responsáveis pelo cadastramento das famílias participam ativamente da entrega e explicam. “É um trabalho gratificante que fazemos já há seis anos. E é gratificante pelo conhecimento das pessoas que aumenta muito. São muitos idosos, famílias itinerantes. Foi um amadurecimento em relação ás pessoas”, explica Cláudia, que iniciou o trabalho há sete anos, detalhando o critério para a seleção das famílias.
 “Quando iniciamos o trabalho, já havia um cadastro. A partir dele começamos as visitas às famílias e com o tempo fomos incluindo novas famílias, muitos por indicação de vizinhos, de agentes comunitários, escolas que ligam sugerindo famílias. Todas as famílias beneficiadas  são visitadas e lá nós procurarmos saber a renda familiar,  o número de pessoas na casa, quem trabalha e assim vai”, explica 
De acordo com Cláudia, há situações diversas, inclusive que chocam ao ver as condições em que as famílias vivem. “Às vezes nem precisa perguntar, porque as pessoas realmente não têm nada. São situações que, se pudéssemos, deixaríamos até duas fichas de cestas, porque realmente há famílias que precisam mais e com isso a gente vai amadurecendo, valorizando mais a nossa própria vida”.
Ester, há cinco anos ao lado da colega, completa: “É uma experiência  muito rica, tiramos muitas lições com essas visitas. E como éramos do Conselho  Tutelar, o reencontro com muitas famílias  é muito bom. E cada visita é muito satisfatória. Há casas onde chegamos que as pessoas vêm todas felizes: 'Que bom que vocês  lembraram de mim!'. Isso é gratificante, dá um retorno interior também. Às vezes penso, uma cesta básica é uma coisa tão pequena, mas que para elas é de uma importância tão grande. A pessoa se sente lembrada por alguém que a chama pelo nome, que tem o seu nome completo, seu endereço, as pessoas se sentem valorizadas. Sem dúvida esse trabalho social do José Renato é uma atitude muito louvável. Se houvesse  mais empresas com essa visão social, a realidade do nosso município seria outra”.   
Francisca das Chagas dos Santos, natural do Maranhão, madrugou, chegou à praça às 5h da manhã e foi a primeira  a receber o presente este ano das mãos do próprio José Renato. Muito feliz agradeceu a doação e contou ao repórter: “Cheguei primeiro, não havia ninguém. Há seis anos recebo a cesta e é uma ajuda muito boa, ajuda muito em casa. Somos quatro pessoas, o marido, dois filhos e eu. Gostaria que fosse Natal todo mês. Agradeço muito ao Seu Zé Renato, que dá essa ajuda para as pessoas não passarem fome e a gente pede a Deus por eles”. 
Alessandra de Lourdes Borges, casada, mãe de três filhos, recebe a cesta há três anos. “Meu filho mais velho e o marido trabalham e eu fico em casa cuidando dos dois menores. Uma cesta ajuda bastante, porque com a economia que fazemos podemos investir em outras coisas. Temos gastos com escola, remédios. É uma coisa muito boa que a Sak´s faz. Na minha opinião, mais pessoas poderiam seguir o exemplo deles. A Sak´s ajuda muitas pessoas, inclusive minha família. Acredito que eles ficam com a consciência em paz, sabendo que muita gente está agradecendo, pedindo a Deus por eles. Muitas pessoas chegam no Zé Renato e agradecem, mas a maioria pede a Deus no coração, isso é uma energia boa para ele, para a empresa, os funcionários”. 
 João Alvacir Custódio há três anos recebe a cesta e fica também muito agradecido. “Só posso desejar muitos anos de vida, saúde, sucesso para que ele siga fazendo essa ajuda que nos faz. É uma caridade grande isso que ele faz e que peço a Deus que lhe retorne em dobro”.  João não tem trabalho fixo e cuida da esposa que  há seis anos foi vítima de um derrame. “Eu trabalho aqui, ali, o dia que aparece serviço e cuido da mulher em casa. Essa cesta dá pra nós quase dois meses e agradeço de coração”. 
Para José Amâncio da Silva, pessoas como José Renato são uma honra para Sacramento. “Há três  anos recebo a cesta que ajuda muito a família e isso é uma cosia muito bonita que a Sak´s faz e que a gente tem que agradecer muito”.