Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1777 - 07 de Maio de 2021

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Edição nº 1121 - 3 Outubro 2008

Curva da Morte continua matando

Mais dois graves acidentes no período de 11 horas, no trecho da Rodovia Cândido Portinari, entre Pedregulho e Rifaina, conhecido como “curva da morte”. Indignadas, as autoridades das cidades próximas declaram que “a velocidade com que as estatísticas de acidentes aumentam, não é acompanhada pelas ações do governo do Estado. 

De abril até setembro,  dois projetos já foram apresentados pelo governo do Estado, em situações diferentes, como solução para o problema, inclusive com anúncio  de datas para a execução das diversas etapas da licitação. Mas nunca cumpridas.

Um levantamento aponta que só neste ano sete pessoas morreram no trecho de serra da Rodovia Cândido Portinari, cujo ponto mais delicado é o trecho conhecido por “curva da morte”. O acidente mais grave registrado neste ano, deixou um  saldo de cinco mortes  em março deste ano, quando uma Kombi de Rifaina, que trazia alunos para a Apae de Franca, foi esmagada por um caminhão. A última morte ocorreu na noite do dia 24, quando um caminhoneiro perdeu o controle do veículo e despencou de uma ribanceira de 15 metros, o motorista morreu no local.  

 

O mais grave e pior acidente na Curva da Morte foi há seis anos, quando 20 jovens e o motorista, de Sacramento, morreram no local.

 

Tremor de terra assusta região

A disputa política sacramentana está tão canhestra, tão sem escrúpulos e degradante que até a terra tremeu por volta do meio da última segunda-feira, 29. É claro que não tem nada a ver com a mixórdia da política, mas que tremeu, tremeu. A notícia ganhou as primeiras páginas dos jornais da região e na mídia nacional. Segundo os jornais foi um tremor de terra de magnitude de 3,1 graus na escala Richter, que atingiu Uberaba,  Ponte Alta, Delta, Conquista, Jubaí, Nova Ponte, Santa Juliana, Igarapava e Sacramento, por volta das 12h00, do dia 29.

 

Segundo o chefe do Observatório Sismológico da UnB, George Sand L. A. de França, em nota divulgada pelo Observatório, algumas regiões sentiram o efeito maior do tremor, como Delta, Jubaí e Conquista  e outras com menor intensidade. “Um tremor de terra é medido pela quantidade de energia em seu foco de origem. Abalos sísmicos de até 3,5 geralmente não são sentidos. Entre 3,5 e 5,4, já podem causar pequenos danos. Os grandes terremotos, com potencial de causar destruição total, medem 8,0 ou mais”, explicou à imprensa da região.       De acordo com George Sand  podem ou não acontecer  novos tremores pós-abalo, porém, com magnitude menor. Técnicos da UnB devem vir para a região para investigar o local exato e o que provocou o abalo.