Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1783- 18 de junho de 2021

Usina Caetés divulga cultura da cana-de-açúcar


Diretores da Usina Caeté S/A, do grupo Carlos Lyra, estiveram em Sacramento, no último dia 13, para uma reunião com produtores rurais. "Nosso objetivo é divulgar a cultura da cana de açúcar, mostrar os benefícios nas áreas de produção, os valores agregados, os benefícios para a região como um todo e para Sacramento, visando ainda a implantação da unidade nesse perímetro", justificou o diretor Abel de Miranda Uchoa.

A Usina Caeté S/A, com unidades em Delta e Volta Grande tem pretensão de expansão no sudeste. "Pretendemos expandir nossas unidades e, por isso, começamos um estudo na região com a pretensão da instalação de uma unidade neste município", adianta, informando que não houve ainda nenhum contato com autoridades locais. "Estamos analisando a disponibilidade de área, a vocação da região, analisando se seria Sacramento o local correto para implantação. Tudo depende de uma logística de estradas, comercialização. Só depois dessas análises, devemos contatar as autoridades locais", disse mais.

Plantio de cana-de-açúcar hoje é diferenciado

A respeito da campanha contra a monocultura da cana, levantada por órgãos de defesa do meio ambiente, Ongs e ambientalistas da cidade, alertando para o caos que essa monocultura leva aos municípios onde foi implantada, como Conquista, Igarapava, Ituverava e tantas outras cidades no estado de São Paulo, Uchoa afirma que essa preocupação não mais procede. "A configuração do grupo que tenta se instalar na região é diferenciada do que ocorreu no estado de São Paulo. Trabalhamos com a fomentação direta ao produtor de cana e isso traz, ao contrário do que se imagina, uma agregação de valores. Hoje, no município de Sacramento há basicamente a cultura de soja, um pouco de pecuária e uma parte de madeireira. A região tem condições de implantação de unidades de cana, sem afetar essas atividades que existem no município".
Para o diretor da Caetés, o grande diferencial está, entretanto, no lucro proporcionado com o plantio da cana em relação às outras lavouras. "O diferencial que ocorre, hoje, é que um hectare de soja, remunera o produtor em torno de R$ 1.300,00; com a cana, essa remuneração vai para R$ 3 a R$ 4 mil por hectares. Isso traz movimentação de mercado, melhora o comércio, melhora a atividade como um todo. A unidade não pretende adquirir volumes grandes de terra, não pretende, desenvolver a exploração por si só, a não ser que a pessoa não tenha interesse em manter sua atividade e queira que a empresa toque", explicou mais.

Combatendo o argumento do esvaziamento das cidades e sub-empregos temporários, Abel Uchoa garantiu que hoje não ocorre mais o esvaziamento das cidades. "Pelo contrário, onde foram implantadas as unidades da empresa, essas cidades aumentaram a sua arrecadação, seu incremento em termos de geração de riqueza. Delta e Conceição, foram as cidades que mais cresceram em Minas nos últimos três anos em geração de emprego e o fomento feito com os fornecedores da região".

Sobre o sub-emprego, o diretor afirmou que o salário médio, hoje, de um cortador de cana é maior do que o do médio comerciário de qualquer atividade. "O cortador de canal é um profissional que passa por uma pré-seleção, com nível de escolaridade exigida, com salários médios em torno de R$ 800 reais líquidos, durante todo o ano, porque a atividade em que trabalhamos hoje, não é vinculada ao período de corte, sem aquela sazonalidade de mão de obra. O trabalhador da cana, hoje é contratado para doze meses de trabalho", frisou.
Por fim, Uchoa rebateu também críticas sobre o empobrecimento da terra. "Isso é um engodo, ao contrário, para se introduzir a cana tem que ter tido uma cultura de soja, que já valorizou a terra. Cana existe há 100 anos no estado de São Paulo, há 500 anos no nordeste e a cada dia as terras são melhores. A cana valoriza a terra por causa do sistema rotacional com que trabalhamos. As áreas de onde sai cana e entra soja, são bem mais produtivas que a área de soja com dois ou três ciclos de plantação", concluiu.