Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1783- 18 de junho de 2021

Lero Social

Edição nº 1185 - 25 Dezembro 2009

“Me mandaram pra casa e fui muito triste, nervosa, matutando como fazer. Eram doze doentes. Fomos para minha casa. Em casa, um de meus filhos me disse: 'A senhora escolhe, ou nós ou os doentes'. Não vacilei e respondi: 'Hoje, fico com os doentes, porque eles têm Deus e eu por eles, vocês estão crescidos e vão se virar'. Chamei todos eles para dentro”

(De Da.  Cida Conceição, falando sobre sua obra)

 

Chorinho Novo

 

Pedro Henrique, Caroline e Kaio chegaram bem a tempo para comemorar o Natal com os familiares...

 

* Débora Regina Melo e Allan Trindade da Silva estão radiantes com a chegada do pequeno Pedro Henrique no dia 12. E que presentão!!! Pedro, do grego e latim, ‘rocha, pedra, a base da construção’, Henrique, do teutônico, ‘príncipe poderoso’.

* Caroline, uma fofurinha de baby está agitando o lar de Abadia Aparecida Borges e Adairo Lázaro Borges, desde o dia 17. Caroline, do teutônico, ‘fazendeira’.

* E o Kaio Eduardo, muito esperto, tratou logo de chegar antes do Natal e foi um  presentão para os pais Jessica Martins Borges e Ademir Martins Pereira. Kaio, do latim, ‘feliz, contente’, Eduardo, do anglo saxão, ‘próspero, guardião’.

 

15 anos de Tainara

 

* Tainara completou 15 anos, no sábado,  19, e comemorou a linda data ao lado da mãe, Vilma  Pereira Barbosa, irmão, demais familiares e muitos amigos, numa animada festa. Radiante, linda e emocionada, Tainara recebeu os cumprimentos, muitos presentes e ouviu o tradicional  parabéns pra você. Depois a festa embalou a galera até altas horas... 

 

Dora Cerchi toma posse na OAB

 

A diretoria da 116ª Subseção da OAB/Sacramento tomou posse nessa terça-feira, 22, em solenidade realizada às 18h00, na Casa do advogado ‘Dr. Felipe Venites’. A sessão de posse conduzida  pela Conselheira Seccional da OAB/MG, Ivone Regina Silva, contou  com a participação significativa dos advogados da cidade. 

Após reafirmar o compromisso a nova diretoria  presidida pela advogada  Dora Cerchi e os demais membros,  Bruno Scalon Cordeiro, Geovana Taísse de Oliveira e Ney Luiz Alcântara Ferreira assinaram o termo de posse para conduzir a OAB local no triênio 2010/2012. O advogado José Rosa Camilo, também membro da diretoria não pôde comparecer e justificou sua ausência.

A presidenta Dora agradeceu o apoio e reafirmou o compromisso de trabalho de todos os membros ora empossados, apresentando na prestação de contas, a aquisição de cinco computadores novos, mesas para computadores, cadeiras giratórias, impressoras, aparelho de fax, pintura das salas, criação da sala de computadores para advogados, aquisição de um cofre, reforma da rede elétrica, quatro aparelhos de telefone, substituição da máquina de Xerox, dentre outros, além da realização de simpósios e Semana do Meio Ambiente. 

A advogada presidente encerrou dizendo: ‘Queremos continuar fazendo com o apoio de todos vocês e com a mesma garra, o mesmo entusiasmo fazer  mais uma gestão. A Casa do Advogado não é minha, não é da diretoria, a Casa do advogado é de todos vocês advogados e com o apoio de vocês, ela fará a sua função”. 

 

Natal, Cristo deve nascer primeiro em nós

 

Cidade terá três missas do Gal . O Natal é a mais famosa festa da cristandade, celebrada pelos católicos e também outras religiões. Comemora-se nesta data o nascimento de Jesus Salvador. Em meio a todos os preparativos para receber familiares, presenteá-los e a amigos e esperar a festa deve existir também o espírito da fé, o abrir os corações para que o ‘Menino Jesus’ possa entrar e repousar, renascer em cada um. Oportunidade para celebrar um grande Natal não vai faltar na cidade. Todos os católicos terão a oportunidade de celebrar o Natal em sua plenitude, participando de uma das três celebrações da Missa do Galo, cuja origem vem do fato de que à meia-noite do dia 24 de dezembro um galo teria cantado, anunciando a vinda do Messias.

As missas serão celebradas às 20h00, na Igreja Matriz, Igreja de Nossa Senhora d´Abadia e Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. 

 

Feliz Natal

 

Agradecendo os votos de Feliz Natal e Feliz Ano Novo expressados pelos queridos amigos e assinantes retribuímos com carinho,  augurando a todos o mesmo desejo: um Natal de bênçãos e de reecontro com a fé, um ANO NOVO cheio de saúde, paz, projetos e realizões, e, claro, muita prosperidade. Feliz Natal a vocês, todos que nos brindaram com seus cartões ou via net:

Letícia Letícia Vaz, Dr. Wesley De Santi de Melo, Abadia Lavor e família, Maria Gorette Bertolucci e família, Floricultura Terra Roxa, Sicoob – Credicoasa, Escolinha Tia Nina, Toca do Bugre, Alaor Alves de Melo Jr. e família, I Tabelionato de Notas e Protestos de Sacramento, Smeralda’s Jóias, II Tabelionato de Notas, João Oswaldo Manzan, Marmita Nota 10, Parque Náutico de Jaguará, Claudia Regina Garcia Cruvinel, Gilberto Cardoso, Gerência de Imprensa Petrobras, Insider @ 2, Circuito da Canastra, Ivone Regina Silva, Ájax Pucci, Sacranews, Maria Elena de Jesus, Editora Quantum, Contato IBS, Andréa Tucunduva, Coplan, Deputado Paulo Piau, Rose Dutra, Sindicato Municipal.

SAUDADES: A fundadora do Hospital do Pênfigo
Aparecida Conceição Ferreira, a Dona Cida, fundadora do Hospital do Pênfigo,  de Uberaba, morreu nessa terça-feira, 22,  às 9h00 da manhã, após permanecer seis dias internada no Hospital São José. O velório foi realizado no próprio hospital do Pênfigo, no bairro Abadia, a partir das 14h00 e o sepultamento aconteceu na quarta-feira, 23, às11h00, após dona Cida ser velada por familiares, amigos, autoridades e milhares de pessoas. O prefeito Anderson Adauto decretou luto oficial de três dias. 
Aparecida Conceição Ferreira, mais conhecida como Dona Cida, nasceu na cidade de Igarapava (SP) em 19 de maio de 1915. Apesar do jeito bem simples de viver, fundou o Hospital do Pênfigo (Hospital do Fogo Selvagem) em 1957 e por 45 anos com toda força e coragem o dirigiu acompanhando pacientes  portadores de pênfigo foliáceo. 
De acordo com a neta, Estael Vieira, “no início da década de 50, Dona Cida trabalhava como enfermeira da Santa Casa de Misericórdia que passou a expulsar vítimas do fogo selvagem, uma doença grave na época e ela os acolheu em sua casa.” Outras pessoas  endossam a fala da neta: “Dona Cida começou esse trabalho, no ano de 1957, quando trabalhava como enfermeira no Isolamento da Santa Casa de Uberaba. Como o tratamento do Pênfigo era difícil e dispendioso, o hospital acabou por suprimi-lo. A abnegada servidora não titubeou: levou os doentes para a sua própria casa.  Pedindo esmolas nas vias públicas e recorrendo aos meios de comunicação, sobretudo com a ajuda dos jornalistas Moacir Jorge e Saulo Gomes,  através da extinta TV Tupi, e contando com o irrestrito apoio de Chico Xavier, Dona Cida ergueu o grande complexo hospitalar destinado ao tratamento da insidiosa enfermidade.” 
Dona Cida venceu o preconceito
Dona Aparecida Conceição Ferreira se projetou nacionalmente com a   Fundação do Hospital do Fogo Selvagem e pelas campanhas realizadas ao longos dos anos, em prol do hospital que já chegou a ter 200 internos.
Em entrevista concedida a Ismael Gobi, do jornal Folha Espírita, em setembro de 1999,  Dona Cida resumiu a sua trajetória e a do hospital. “Eu trabalhava no hospital havia dois anos e alguns meses. Venceu o mandato daquela diretoria e entrou outra. A eleição foi dia 4, e dia 6 eles tomaram posse. Os novos diretores, parece que tinham alguma rixa com nosso médico, que era irmão do Pedro Aleixo e partidário da UDN. A turma que ganhou era do PTB. Falaram para mim: ‘Olha, hoje não tem almoço para os doentes, pode mandar todos pra casa’. ‘Como?’ , eu disse, ‘eles não têm dinheiro, estão ruins.’ ‘Ordem dada, ordem executada’, replicaram. Ou seja, não havia apelação, os doentes estavam na rua.. Eu procurei consolar os doentes dizendo-lhes: ‘Não chorem, não, nós vamos fazer uma passeata e o povo vai nos ajudar’.
Prosseguindo, afirmou que não encontrou apoio nos meios de comunicação. “Fui a uma rádio pediram-me para ‘refrescar a cabeça’, noutra, a mesma coisa, no jornal, igual. Eu não sabia que estava brigando com a nata da cidade: Prefeito, Escola de Medicina, Saúde Pública. Me mandaram pra casa e fui muito triste, nervosa, matutando como fazer. Eram doze doentes. Fomos para minha casa. Em casa, um de meus filhos me disse: ‘A senhora escolhe, ou nós ou os doentes’. Não vacilei e respondi: ‘Hoje, fico com os doentes, porque eles têm Deus e eu por eles, vocês estão crescidos e vão se virar’. Chamei todos eles para dentro. 
Conta Da. Cida que os primeiros a ajudarem foram os vizinhos. “E aí os vizinhos me davam um caixote; o outro, um colchão; outro uma tábua; e eu agasalhei os doze. Fui fazer o almoço, eram três ou quatro horas da tarde. A gente estava só com o café da manhã. Enquanto fazia comida, eu  para minhas filhas esquentarem água para eles tomarem banho na lata de querosene e assim permanecemos ali por dois dias. No fim de dois dias, chegaram os diretores da Escola de Medicina e da Saúde Pública para ver as condições, que eram precárias. E aí arrumaram o Asilo São Vicente de Paulo, para que ficássemos dez dias porque, no final de dez dias, como prometeram, iriam arrumar alguma coisa melhor. Passaram-se dez anos, nunca mais vi eles. 
Foi o tempo suficiente para essa mulher maravilhosa tomar a decisão e partir parra sua grande obra. Disse ela na entrevista: “Foi o tempo que eu levei para construir isso aqui, com a graça de Deus e a ajuda do povo. Havia muito preconceito para com os doentes. Eu saía para pedir esmolas com três deles. Muita gente nos via e descia da calçada. Se nós entrávamos nos ônibus, o pessoal descia.  Nas casa, onde os doentes tocavam, no portão, na grade, mandavam limpar com álcool. A doença do pênfigo é triste, é horrorosa, o doente na primeira fase é um pedaço de carne podre. E o povo tinha medo, porque ninguém conhecia, mas nós vencemos...”
  “Para fazer esta casa aqui foi uma luta – contou mais Da. Cida -  foram muitos os abaixo-assinados para que não fosse feita... Aqui na construção  não teve um grão de areia dado pela Prefeitura nem pelo Estado ou a União. Foi o povo quem me ajudou. O pessoal espírita daqui fazia a campanha "Auta de Souza" e traziam as coisas para mim. Fui para São Paulo e ficava no Viaduto do Chá, em frente da Light. Punha um lençol, as meninas segurando, e eu com um sino dizia: ‘Me dêem uma esmola pelo amor de Deus, para os doentes do Fogo Selvagem de Uberaba’. E aí o povo ia jogando níqueis. Na época, foram dois vereadores daqui passear em São Paulo: um advogado e um médico. Achando que eu estava desmoralizando Uberaba, fizeram ofícios para o Chateaubriand e para a Delegacia. Fiquei oito dias no xadrez, até que uma advogada, doutora Izolda, me tirou. Quem mandou ela me tirar, eu nunca soube e ela já morreu."  
Na sua entrevista contou ao repórter que o grande apoio que teve veio do médium espírita Chico Xavier. Católica convicta, diante da bondade daquele homem simples, tornou-se espírita. “Só a partir de 1964 é que me aproximei do Espiritismo, quando estava fazendo a campanha de tijolos para esta casa...”. 
Recentemente, o hospital foi reformado com recursos viabilizados pelo deputado Nárcio Rodrigues junto ao  Ministério da Saúde. Atualmente, o hospital conta  com 20 pacientes internados, além de dezenas de outros que são  tratados em casa e outros tipos de assistência que a casa dá a pessoas carentes.  De acordo com os familiares, o trabalho de Dona Cida  terá continuidade por uma das netas, Ivone Aparecida Vieira da Silva.