Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

Padre Vanildo é transferido

Edição nº 1585 - 25 de Agosto de 2017

Padre Vanildo Massaro de Brito despediu-se de Sacramento no final de semana e recebeu o carinho e a homenagens dos paroquianos, no final da celebração da tradicional Missa das Crianças, concelebrada pelo pároco, Pe. Jaime Ferreira. Depois de trabalhar por um ano e dois meses, como vigário paroquial da Basílica do Santíssimo Sacramento Apresentado pelo Patrocínio de Maria, padre Vanildo atendeu ao chamado do arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto para retornar a sua antiga paróquia de origem, Sagrada Família, em Araxá. 

Para muitos paroquianos foi uma decisão atrapalhada da autoridade episcopal, mas ele lá deve ter suas razões que nós, pobres mortais, desconhecemos. Mesmo assim, um grupo de paroquianos colheu assinaturas dos fiéis presentes à celebração para enviar ao bispo em forma de abaixo-assinado solicitando sua permanência. 

Foram dois os momentos de celebração com despedida, o primeiro no sábado 19, ao celebrar a missa na Capela do Divino Pai Eterno para cerca de 200 pessoas, quando anunciou, para espanto dos fieis, que estava deixando a paróquia. “Estou deixando Sacramento com muita tristeza no coração, porque passei a amar Sacramento de uma forma diferente nesse um ano e dois meses. O povo daqui é muito bom. Vou com a certeza do dever cumprindo, mas com o coração choroso. Mas, Araxá é logo ali. E, como   o mundo dá muitas voltas, quem sabe um dia a gente volta”, profetizou. 

Mas foi na Missa das Crianças, sempre celebrada por ele, às 10h do domingo, que as crianças choraram com a comunidade. Um momento único de emoção para ele e todos os presentes. E despediu emocionado. “Araxá está logo ali. A primeira paróquia entrando na cidade, estarei lá, mas o coração fica aqui despedaçado. Obrigado a todos, catequese, pessoal do canto, companheiros de Rotary, Farol, demais pastorais e movimentos, meus filhos amados, crianças, grandes amigos, levo tudo dentro do meu coração...”, despediu, emocionado.

Natural de Frutal (MG), Pe. Vanildo foi ordenado sacerdote em 2001 e iniciou sua missão na  paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em sua cidade natal. Seguiu depois para Nova Ponte, Conceição das Alagoas, Uberaba e Araxá, para onde foi transferido. E deixa saudade e um vazio muito grande na sociedade e aos ouvintes da  rádio Sacramento, onde ele sempre se mostrou um dinâmico comunicador, nos programas, Pastoral Rural em Ação e Clube dos Amigos. Pe. Vanildo soube cativar a todos com sua mensagem, a sua evangelização através da música e dos recadinhos diários. 

 

 “Que bom seria se não houvesse adeus...

“- Padre Vanildo, o tempo passa.  A vida acontece. As crianças crescem. O coração se rompe.  Mas, os verdadeiros amigos estão aqui, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estarão entre nós. Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade. Estaremos aqui torcendo por você, intervindo a seu favor e esperando você de braços abertos e abençoando a vida. Quando iniciamos esta aventura chamada vida, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam diante, nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros. Vá em paz, Pe. Vanildo, deixe as marcas do seu coração imenso nos olhares e sorriso de cada criança que conquistou. Nosso carinhoso abraço e saiba, volte logo, pois o seu espaço estará sempre aqui”, disse, emocionado, o casal Maurílio e Mônica Ranussi, da Pastoral Familiar. 

Em nome do Conselho Paroquial, Rosângela Nogueira, destacou a motivação criada por Pe. Vanildo na comunidade, a sua dedicação, o convívio e a partilha junto aos paroquianos, em especial com os moradores da zona rural e na missa das crianças. “Por estas e por tantas outras razões, o Sr. deixará saudades e sementes que perdurarão no tempo. (...) Já está chegando a hora de ir. Essa frase é bonita para se cantar, mas muito triste para viver. O Sr. vai e nós ficamos. Que bom seria se não houvesse despedida, não houvesse adeus. Seria bem melhor se em nossas vidas pudéssemos optar e pedir para ficar. Mas não é assim. (...) Resta-nos agradecer. Muito obrigado por tudo”.