Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

Polícia em ação

Edição nº 1592 - 13 de Outubro de 2017

Eller e Ranielly são condenados há 25 anos pelo assassinato do taxista Dídia 

Eller Carlos Gonçalez  35 e Ranielly Silva dos Santos 23, autores do assassinato do taxista Adercides Ribeiro (Dídia do Táxi), no dia 26 de junho último, foram condenados  a 25 anos de prisão em regime fechado e mais  30 dias de multa. 

A sentença foi proferida nessa quarta-feira 9, pelo juiz José de Souza Teodoro Pereira Júnior, da comarca local, que atuou como juiz singular, isto é, o magistrado proferiu a sentença sem um Júri Popular, com a instalação de um tribunal e a presença de sete jurados, que julgam os réus. No caso do Júri Singular, o próprio juiz julga e profere a sentença. 

Eller Carlos e Ranielly foram acusados de latrocínio, um crime típico de quem mata a vítima para roubá-la, e, ainda, agravado pelo motivo torpe, mataram o taxista Dídia, cidadão exemplar, pai de família, trabalhador, para roubar o seu dinheiro e gastá-lo em drogas. 

Pesa ainda sobre Ranielly, que não tinha antecedentes criminais, o fato de que conhecia o taxista e o ludibriou simulando uma corrida de táxi para a zona rural. 

Conforme o juiz José de Souza, ambos têm culpabilidade elevada, são imputáveis e agiram com consciência e dolo acerca da consumação da ação. Além disso, praticaram o crime se valendo de meios expressivamente  cruéis e contra uma pessoa idosa.

 

Os condenados podem recorrer da sentença, porém continuam presos, conforme afirma a sentença: “Em razão da falta de previsão legal para tanto e também das circunstâncias judiciais desfavoráveis e da hediondez delitiva que ora declaro, entendo que no presente caso, ainda se fazem presentes os requisitos de prisão preventiva, sendo necessária  a manutenção da ordem pública e da aplicação da lei penal, e levando-se em consideração a pena aplicada, mantenho a segregação e deixo de conceder o direito de recorrer em liberdade”. 

 

Dídia morreu enquanto trabalhava

O taxista, Adercides Ribeiro, de 72 anos, morreu na tarde dia dia 27 de junho, vítima de latrocínio¸ na zona rural do município de Sacramento, próximo a MG-428, sentido a Rifaina (SP), na região conhecida como Pedroso. Dídia transportava Eller e Ranielly, quando foi morto. Ranielly era conhecido de Dídia e teria sido o autor que contratou a corrida, mesmo porque o taxista Didia tinha por princípio só transportar pessoas conhecidas. 

Os autores abandonaram o corpo de Dídia no local do crime e fugiram em seu veículo, com destino a Rifaina, cidade mais próxima do local. Através do rastreador, a família pôde localizar os locais onde o veículo transitou e proceder as buscas. O seu corpo foi encontrado na madrugada do dia 28, com sinais de violência. Já o táxi foi encontrado abandonado em uma das ruas na cidade de Rifaina. Conforme câmaras de circuito de segurança da cidade, a polícia registrou o exato momento em que os autores abandonaram o veículo, por volta das 17h00. 

Eller e Ranielly foram presos na manhã do dia 28, num motel no município de Franca (SP) e encaminhados para o Presídio de Sacramento, onde permanecem presos. 

 

Policial civil aposentado é preso como suspeito em explosões de caixas  eletrônicos

O policial civil aposentado, JCG, foi preso na tarde da terça-feira 10, na zona rural de Nova Ponte (MG), como   suspeito de envolvimento em explosões de caixas eletrônicos. JC foi detido durante a operação “Campo Seguro” da Polícia Militar daquele município. Segundo o boletim de ocorrência (BO), por volta das 16h, foi cumprido mandado de prisão e na  residência foram localizadas seis armas de fogo, 400 munições e rádios HTs. 

Conforme matéria divulgada pelo jornalista da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Araxá, Willian Tardelli, a PM estava na   região Lucas/Sobrado, na zona rural, onde o aposentado JCG, tem um rancho. Percebendo que o rancho se encontrava com as janelas abertas, demonstrando que havia pessoas no local, os policiais chegaram ao local e foram atendidos pelo próprio JCG, se passando pelo caseiro do lugar. Cientes de que JC possuía o rancho e tinha um mandado de prisão em aberto em Uberaba, os PMs questionaram se havia arma no interior da residência. JC negou,  mas  afirmou que havia várias munições no interior da casa, momento em que os militares iniciaram as buscas.

No interior da casa foram localizadas cerca de 400 munições todas intactas, sendo: 157 munições calibre .22; 70 munições calibre 12; 30 munições calibre .44; 46 munições calibre .38;  75 munições  calibre .380;  4 munições calibre .20; 3 munições calibre .28, todas intactas. E mais, 3 cartuchos .32 carregados;  27 cartuchos .380 deflagrados; 79 cartuchos .38 deflagrados  e 19 cartuchos .44 deflagrados. 

Ainda no interior da casa foram localizados os seguintes materiais: 2 rádios HTs Motorola, 2 lunetas, 1 trilho com mira laser, 2 aparelhos celulares, coldres para revolver e outros objetos.

Durante as buscas nas proximidades da residência, numa mata em frente, distante cerca de 50 metros, foram encontrados 3 tubos de PVC, camuflados através de pintura, e no interior foram localizadas  6 armas de fogo, sendo, 2 carabinas Winchester .44; 1 carabina .38 marca Rossi modelo Puma; 1 carabina .22; 1 pistola marca Taurus com 2 carregadores vazios e na caminhonete Nissan/Frontier, com placa da cidade de Uberaba/MG, foi encontrada uma espingarda calibre 12.

Depois da localização das armas, JCG apresentou os registros das armas de fogo, afirmando que negou a existência de armas na propriedade, pois tinha o conhecimento de que havia 2 armas de fogo sem registro. Confrontando os registros apresentados, foi constatado que algumas armas estavam registradas em seu nome e duas armas não tinham registro.  JCG recebeu voz de prisão em flagrante delito por posse de arma de fogo de uso permitido e uso restrito e foi cientificado do cumprimento da ordem de prisão expedida pela Comarca de Uberaba.

 

De acordo com o JMOnline, no dia 11, JCG, foi tido como suspeito de participar de explosões de caixa e, como  é policial  civil aposentado será encaminhado para Belo Horizonte. (Fontes: Willian Tardelli - www.williantardelli.com.br e, www.jmonline.com.br)  

 

Três homens armados rendem família e fogem levando veículos e eletrônicos  

Uma família de seis pessoas, três homens e três mulheres, RGA (53), viúva, mãe das vítimas,   JGO, estudante de 16 anos;  DGO (17); MGA (32) e  RGA (24), ambos operadores de máquinas e, a nora  LAP (23), todos residentes na rua João Luiz de Melo, no bairro Paulo Cervato II, viveram momentos de terror, por volta das 4h da manhã,  da última segunda-feira 9, ao serem acordados e rendidos por três indivíduos armados, que os trancaram num quarto, dizendo  que iriam levar algumas coisas e os veículos.

 Conforme o BO, a Polícia foi acionada às 4h10 da manhã, mas ao chegar ao local, os autores já havia se evadido. A PM encontrou a casa aberta e os moradores trancados num quarto, sendo necessário arrombar a porta para libertá-los. 

De acordo com as vítimas, os três indivíduos, um deles encapuzados, portando armas curtas e cromadas, renderam os moradores e, mediante ameaças, os trancaram no quarto dizendo que iriam levar algumas coisas e os veículos.

 Após trancarem a família  no quarto os autores pegaram dinheiro, totalizando R$ 478,00;   uma aliança de ouro gravada com o nome Lucimara e a data 11/O4/11; um notebook HP,  preto; um notebook Lenovo, cinza; um notebook Acer, cinza; uma maleta de maquiagem; um computador de mesa Positivo; um climatizador Compact 302; um aparelho celular K10,preto;  um aparelho celular Motorola G3 branco/rosa; um aparelho celular Samsung J7, dourado; um aparelho de DVD, preto; uma caixa de ferramentas. 

Os autores levaram também três  veículos: um  Ford/KA Flex, preto, placa JHV-3953, modelo 2009; uma motocicleta Honda/CG 150 Fan Esi, cinza, placa OME-2288, modelo 2012; uma Ford/Pampa, cinza com placas de São José da Bela Vista/SP, cuja placa o proprietário não soube informar no momento da lavratura do BO  e uma bicicleta.

 Conforme ainda o BO, as vítimas reconheceram um dos autores, conhecido no meio policial como  D, cujas características indicam que o autor seria VF. As vítimas ouviram os autores falar que iriam fazer um roubo maior na cidade e depois deixariam os veículos no bairro Cajuru.

A PM realizou intenso rastreamento, mas até a quarta-feira, quando foi liberado o BO, nenhum suspeito  havia sido localizado, nem  os veículos.