Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

Saudades

Edição nº 1588 - 15 de Setembro de 2017

Da. Sílvia Ribeiro Borges,

 viúva do comerciante Mário Borges da Silva, falecido há 15 anos, morreu no dia 31 de agosto, aos 89 anos, no Hospital São Domingos, em Uberaba, onde deu entrada no dia anterior com uma úlcera supurada. “Mamãe passou mal no dia anterior, avaliada na Santa Casa local, o médico recomendou sua transferência para Uberaba devido à complexidade do caso. Chegou a ser operada, mas infelizmente, devido a complicações ligadas à idade e a uma diabetes, sofreu uma parada cardíaca e veio a óbito”, disse a filha Cláudia ao ET, ainda consternada. 

Falando de Da. Sílvia, a filha recordou a “mãe maravilhosa” que os sete filhos tiveram. “Ela foi uma 'mãezona' em todos os sentidos, no acompanhamento de nossa educação na infância e juventude... aquela mãe ciosa, responsável, de pegar no pé, cheia de conselhos, de recomendações quando saíamos, não dormia enquanto não chegávamos, nos direcionando na escola, na religião, na vida... Enfim, uma mãe fantástica e esposa dedicada, mulher mesmo de meu pai, companheira, amiga... Falecido há 15 anos, ela falava muito dele, um companheirão”, lembra Cláudia. 

Velada no Velório Maurício Bonatti por familiares e amigos, após as exéquias proferidas por um sacerdote da paróquia, foi sepultada no Cemitério São Francisco de Assis. Da. Sílvia deixou os filhos, Adalberto/Baleia (Roseli), Lúcia Helena, Aidê (Gilmar), Sandra (Ramon), Lilha, Leila (Antônio) e Cláudia.

 

Rita Felícia da Silva, 

(83), morreu na noite dessa quarta-feira 13, em sua residência, no Alto Chafariz, onde residia com a irmã, Idalides. “A Rita me chamou dizendo que queria falar comigo, mas quando eu cheguei no quarto, percebi que ela estava paradinha e não disse nada. Chamei a vizinha, que também percebeu que ela já estava sem sentidos, já não apresentava mais sinais de vida”, conta a irmã.

 Rita era filha de Belmiro Felício da Silva e Cândida Maria de Jesus da Silva, pais de 11 filhos e sempre morou em Sacramento. Uma das grandes paixões de sua vida era o carnaval, conheceu e conviveu com a velha guarda carnavalesca da cidade: Conceição, Azor, Bigico, Curtume. Começou a desfilar no bloco do Azor e depois no XIII de Maio, onde participou como  passista, porta bandeira e finalmente com baiana.

 Ao longo de sua vida, Rita trabalhou muito, até que por motivos de saúde teve de parar. Devido ao diabetes, perdeu as pernas, mas não perdeu a alegria de viver e alegria de poder desfrutar de tudo que gostava, numa cadeira de rodas. Adorava as festas de Congada, Moçambique. Era uma mulher de fé e devota de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santos Reis, inclusive em dezembro de 2015, ela e o irmão José Felício realizaram uma grande festa em louvor aos Três Reis Santos. 

Rita, que em junho foi homenageada com o troféu Identidade Negra, era solteira e deixa irmãos, sobrinhos e muitos amigos. Fica a saudade e as lembranças do seu riso  e alegria contagiantes. 

 

Julieta Coelho de Souza

 88, morreu às 11h50, do último domingo 10, no Hospital das Clínicas em Uberaba, onde permaneceu internada uma semana. De acordo com a filha Resolena, Julieta  passou mal em casa, foi levada para a Santa Casa de Sacramento e por recomendação médica, foi encaminhada para Uberaba, onde morreu vítima de parada cardíaca. “Ela foi encaminhada para o Hospital Escola de Uberaba, já em coma e ali permaneceu durante uma semana, sem recobrar os sentidos”, informa.

 Seu corpo foi trasladado para Sacramento e velada por familiares e amigos e sepultado no dia seguinte às 9h, após as exéquias proferidas pelos padres Antônio e Edney.

Julieta Coelho de Souza, viúva de Francisco Coelho de Souza (Chiquito Coelho do Desemboque), falecido em 2002, juntos criaram os filhos,  Lázaro (falecido, casado com Josabette), Resolena, Rosemir (Jeová), Roseny (João Rosa), Eurípedes, Aparecida (João Augusto), Antônio Odon (Helena Maria), Tânia Maria e Zulmar (falecido). Deixa ainda 26  netos, 33 bisnetos e dois tataranetos.

De acordo ainda com Resolena, que é neta de Benvindo Coelho de Souza, famoso rezador de terço do Desemboque, Julieta foi uma mulher  muito trabalheira, trabalhou muito na roça e no curral, e se  destacava por ser uma mulher de servir  a quem necessitava. “Mamãe, graças a Deus, era uma pessoa muito disposta para o serviço e para a ajuda ao próximo. Deixou-nos muitos exemplos e bons conselhos que sempre nos deu. Era enérgica, mas muito amorosa,  muito religiosa. Hoje,  com certeza, ela está ao lado do Pai”. 

 

Terezinha de Jesus Scalon 

A contadora (Tereza do Escritório) morreu às 0h10, dessa quarta-feira 13, na Santa Casa de Sacramento, onde foi internada de manhazinha, depois de um desmaio em sua casa. De acordo com sua irmã, Nina, ela foi socorrida imediatamente e levada para Santa Casa de ambulância. “Atendida pelo seu cardiologista, ela permaneceu em observação, estável, conversando com os amigos, mas às 18h ela sofreu uma parada cardíaca. A partir daí seu estado foi se agravando aos poucos até que às 0h10 veio a óbito”, conta a irmã, com quem conviveu toda a sua vida. 

“- Tereza foi para nós, especialmente para sua filha, Ana Lúcia e meus filhos, Tony e Thales, uma mãe devotada, uma protetora em todos os sentidos. Meio reservada e teimosa com o resguardo de sua saúde, pois sempre tomava sua cervejinha nos finais de semana, comia o que queria, embora tivesse que observar certa dieta. Fez tudo o que queria, foi feliz e nos amou muito. Deixou para nós um legado de bons exemplos e bondade a toda prova”, reconhece a irmã. 

Contadora profissional, Terezinha foi professora da Escola Técnica de Comércio Maria Crema durante três anos, presidente da APAE e voluntária de algumas instituições filantrópicas da cidade. Duas delas recebiam de seu escritório, Analu, os serviços contábeis de graça, Creche Rosa da Matta e Doce Lar da Criança. 

No seu velório, estiveram presentes familiares, amigos e autoridades. As exéquias foram proferidas pelo vigário paroquial, Pe. Edney de Freitas, e, logo após foi sepultada no Cemitério São Francisco de Assis.