Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

Euriane relata a experiência de seis meses na Irlanda

Edição nº 1585 - 25 de Agosto de 2017

A sacramentana Euriane Cristina Ferreira é engenheira de Produção formada pela Unesp de Bauru desde  2010, de onde saiu com emprego garantido na Jacto, divisão da Uniplas, na área de produção de plástico. Ali trabalhou por cinco anos e se mandou para o Nordeste, para trabalhar em um projeto da Jeep, do Grupo FCA (Fiat, Chrysler Automobiles), onde permaneceu por dois anos, até findar o contrato e alçar um voo ainda maior. Decidiu ir aperfeiçoar seu inglês, em algum país europeu. Entre as opções apresentadas pela empresa de intercâmbio de estudantes, Egali, Euri escolheu a República da Irlanda, mais precisamente na capital, Dublin. 

Em entrevista ao ET, Euriane explica que, tão logo chegou à Irlanda, permaneceu na agência que atende estudantes de toda a América do Sul, por duas semanas. “Logo, encontraram uma família britânica que gentilmente me hospedou durante um mês, tempo suficiente para eu iniciar meus estudos e conseguir um lugar para morar, justamente com um grupo de estudantes que estudava comigo, em um pequeno 'apertamento' que alugamos”, conta, ressaltando que uma das exigências para se inscrever como bolsista da Egali é comprar um curso de língua inglesa com, no mínimo, 25 semanas de duração. “De manhã eu trabalhava e, à tarde, das 12h às 17h, eu estudava, diariamente”, explica. 

 

Por que Irlanda...

“- Na verdade, não tive muitas opções, pois a empresa me ofereceu três países, Irlanda, Austrália e País de Gales. Escolhi o primeiro porque, dentre eles, a Irlanda era o único onde a gente pode estudar e trabalhar com visto de estudante. A Imigração analisa todos os documentos, que devem comprovar que a gente está entrando no país como estudante, ficamos aguardando. Depois de uma análise minuciosa nos documentos, a Imigração emite o parecer, informando se temos ou não direito de permanecer no país como estudante, por oito meses, com direito a renovação por mais duas vezes”, explica, ressalvando que durante esse tempo, o estudante recebe todo o apoio da agência.

  Euriane chegou à Irlanda no final de fevereiro, ainda inverno, mas suportável. “Com as nossas roupas brasileiras, o frio é muito forte, mas as roupas deles são bem diferentes e conseguimos suportar bem a temperatura e, todos os  ambientes são climatizados. No início a gente estranha um pouco, porque as pessoas andam na chuva, ventos gelados, mas depois passa a ser normal. E saí de lá já com 13 para 14 graus, o início do verão, que lá chega no máximo a 24 graus”. 

 

Para Euriane,  valeu a pena...

“- A experiência foi enriquecedora e o curso de Inglês muito bom, com professores do próprio país, que têm um sotaque muito forte. Não posso negar que melhorou muito minha fluência. Eu tinha medo de errar e alguém me corrigir e lá eles trabalham muito o lado psicológico, incentivando a gente falar, acertando ou errando... Eu dou nota 9 para o curso, porque tive alguns problemas na escola, mas ela merece, porque tive professores fantásticos tanto na sala de aula, como para nos acompanhar fora da aula. Eu pagava um professor para tomar um cafezinho comigo uma vez por semana e a gente conversava sobre tudo. O Colm foi um psicólogo para mim e para ele dou nota 10, porque me ajudou demais. A escola me ensinou a gramática, mas ele me ajudou a fala sobre todo tipo de assunto. Ficávamos  nos cafés duas, três horas conversando e é isso que ajuda a desenvolver a fluência”, analisou. 

Euri aproveitou também, e esse era um de seus objetivos, de conhecer o que pudesse na Europa. Daí pegou a mochila e começou por Malta, uma ilha no sul da  Itália. “Um lugar lindo, com praias e águas maravilhosas. Visitei Torino, Veneza e Roma. Vi Roma com um primo meu que mora lá. Vi o Papa Francisco de pertinho. Estive em Belfast, capital da Irlanda do Norte, que fica na mesma ilha, mas totalmente diferente e ainda com resquícios daquela rivalidade religiosa entre católicos (República da Irlanda) e protestantes (Irlanda do Norte). Muito triste, pois ainda existe um muro que divide Belfast ao meio. Depois das 18h ninguém atravessa o muro”, contou. 

Lembra Euri que em Belfast há muitos museus. “Pude conhecer o local onde foi construído o Titanic. No museu a gente pode ver no piso o tamanho do transatlântico que afundou na sua primeira viagem. Há também uma réplica do navio que a gente pode conhecer. É um lugar bonito”, destacou, finalizou, revelando que esteve também em Edimburgo, na Escócia e  em Amsterdan, na Holanda dentre outros. “Foi uma experiência fantástica! Conheci pessoas e lugares incríveis”.

Euriane é filha de Eurípedes dos Reis Ferreira e de Maria Helena Aguiar Ferreira.