Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

Adestrador de cães em Sacramento é destaque em revista de circulação nacional

Edição nº 1584 - 18 de Agosto de 2017

Ivan Luiz Gomes é um paulistano, publicitário, jornalista, repórter fotográfico e músico radicado em Sacramento há cinco anos. Mas a sua formação acadêmica, pelo menos por enquanto, cedeu lugar a uma outra atividade a que se dedica desde a infância, é um estudioso da raça canina e apaixonado pelo Rastreador Brasileiro, também conhecido por Rastreador Americano.

Entrevistado pelo ET na edição de 19 de abril de 2013, Ivan revelou seu primeiro contato com a raça em Sacramento. Mais recentemente, em junho último (edição 456), Ivan e a cadela Aritana foram destaques na revista Cães & Cia, em matéria intitulada, “Rastreador Brasileiro: por onde ele anda?”. 

 Conforme a revista, a raça, desenvolvida a partir de 1950 para ser um cão de caça, 20 anos depois foi considerada extinta.  “Em 1973, o plantel do Rastreador Brasileiro, formado na época por apenas 39 exemplares, foi dizimado em decorrência de intoxicação por uso excessivo de inseticida contra carrapato, aplicado por um funcionário do canil do cinófilo, Oswaldo Aranha Filho, desenvolvedor da raça e até então seu único criador”, revela a revista.

O Rastreador chegou a ter o seu registro cancelado no Kennel Club, hoje Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) e na Federação Cinológica Internacional (FCI), mas, eis que ressurge a raça no final da década de 90. “... começaram a surgir notícias da existência de espécimes remanescentes de mais de 30 filhotes machos dados por Osvaldo a caçadores e fazendeiros de várias regiões do país, durante o aprimoramento do Rastreador, incluindo a cadela Aritana, encontrada por Ivan, na fazenda Olhos d'Água, do fazendeiro Rui de Souza Crema, em Sacramento. E graças a esses cães espalhados Brasil a fora, a raça pôde ser resgata, sendo novamente admitida pela CBKBRC, no final de 2012.

O Rastreador, segundo a revista, é um cão multifuncional, isto é, utilizado nas mais variadas funções  como nas atividades policiais em matas e florestas, alarme pelo forte urro  e como cão-terapeuta, que é o destaque dado a Ivan, que elogia a raça na cidade. “Em ambiente urbano, o Rastreador demonstra ser companheiro amoroso da família. Dócil e muito disposta a brincadeiras, a raça pode exercer a função de cão-terapeuta”, afirma Ivan, que realiza um trabalho fantástico na Escolinha Tio Tofe (APAE) com a cadela Aritana.

 A terapia para alunos de 5 a 8 anos, que começou em novembro de 2016,  tem total apoio da direção da escola, através da diretora Susney Jerônimo, que  diz para a revista: “Observando o interesse pelos animais demonstrado pelos alunos, enquanto realizavam pequeno trajeto  nas proximidades da APAE, a equipe multidisciplinar decidiu acolher a ação voluntária de Ivan”, explica, destacando que o encontro entre as crianças e os cães tem o objetivo de estimular a fala, ampliar o vocabulário, desenvolver o afetivo social, enriquecer conhecimento em relação à vida animal e valorizar a natureza.


Os primeiros registros

Proprietário do Canil Serra da Canastra, Ivan descobriu o Rastreador em Sacramento e, através de fotos e vídeos, que enviou ao GARRB (Grupo de Aprimoramento da Raça Rastreador Brasileiro), registrou o casal de cães e um casal da ninhada. “Registrei o Gaúcho Olhos d'Água da Serra da Canastra, a Pantera Olhos d'Água da Serra da Canastra e, do cruzamento do casal, registrou Aritana Olhos d'Água da Serra da Canastra, de quatro anos, que é a cadela que o acompanha e faz sucesso por onde passa, além do Cauã Olhos d'Água da Serra da Canastra”, informa.

De acordo com Ivan, há três anos, através de pesquisas, ele encontrou um macho, de cujo cruzamento nasceu outro macho, que agora cruzou com Aritana e aí veio a surpresa. “Veio uma ninhada espetacular pra trabalho, nasceram sete filhotes, cinco fêmeas e dois machos, dos quais doei dois animais, um para o GARRB, que tem um grupo  no facebook com pessoas do Brasil inteiro, que o repassou ao BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), do Mato Grosso do Sul (MS), que será treinado para busca de pessoas na mata ou selva, segundo seu tutor, o Cabo PM Duarte; e uma fêmea, a Cabocla  da Serra da Canastra,  para o Grupo Suçuarana de Salvamento em Selva, da regional Sorocaba (SP)”, informa mais.

 Dos cinco filhotes restantes, diz o adestrador, três ficaram na cidade e um casal foi para Itatiaia (RJ). “Dos três que ficaram na cidade, um ficou para o dono do macho, que o doou para o tenente Idônis, um admirador da raça; outra foi para o Paulo de Tarso Natal Fonseca e uma vai ficar no canil. 

O Canil Serra da Canastra, de Ivan Luiz Gomes tem parceria com a Clínica Veterinária Agrolina. 

Mais informações sobre a ração, contatos pelo telefone (34) 99264-7245 ou pelo emeio [email protected]