Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

De olho na rede

Edição nº 1458 - 27 Março 2015

APAC ABANDONADA

Joel Santos:  Olha gente, mais uma obra inacabada. Onde está o dinheiro que pagamos em impostos,  o dinheiro que suamos tanto pra conseguir?

De fato, a obra está parada. O prédio previsto para abrigar presos reeducandos, da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), iniciada em outubro de 2010, quase concluído, está, entretanto, parado por falta de recursos para sua finalização. Segundo  o presidente na época, Luiz Fernando de Oliveira, por falta de recursos. E disse mais, numa entrevistas publicada em 7/6/2013 (Edição nº 1365) haviam sido  gastos na obra, mais de R$ 1,5 milhão. “a APAC  está sendo construída com recursos da Secretaria de Defesa  Social  de Minas Gerais (Seds),  totalizando até agora o valor de  R$ 1.556.000,00”, afirmou. De 2013 para cá, não se falou mais na obra da APAC.  

Maiko Palhares: Obras da APAC, como o amigo acima citou. Gostaria de perguntar aos amigos participantes do grupo, líderes e vereadores: - Essa obra beneficia a cidade no quê e em quê? Traz empregos ou gera lucros? No meu entendimento, depois de pronta a obra servirá para ressocializar os detentos e presos do presídio de Sacramento, certo? Mas há pouco tempo saiu nos noticiários que presídios estão sendo fechados, como Nova Ponte, cidade vizinha, que desativou seu presídio. Isso quer dizer que virão  para Sacramento criminosos de toda a região e estado de Minas Gerais para ficar no novo presídio de Sacramento e se ressocializar nestas obras da APAC? (...). 

Edson Santos: Grande raciocínio Maiko,  mas a idéia dessa grande obra acredito que não iria ser para esse fim que você cita, para acolher outros presos, mas para reeducar os detentos aqui condenados. Lá há bastante espaço para que eles possam estar de alguma forma se ocupando com algumas coisas, com parcerias com as pequenas e grandes empresas de nossa cidade. Isso é o que eu pude entender em várias conversas. Não sei por que foi abandonado, mas seria de grandes utilidade, sim, aquela obra.

Rodrigo Alves Ranuzi: É o presídio dos mosquitos da dengue!

 

José Bonifácio Silva: Há um mistério na execução da obra da construção da sede da APAC, mas  como não tenho conhecimento de causa, me abstenho de falar. Procurem informações diretamente com o Tribunal de Justiça de Minas, pois somente lá poderão sair explicações.

 

PRONTO SOCORRO X UBS 

Edson Santos: Volto a perguntar, se alguém puder me responder agradeço. Às 5 horas da manhã, o postinho de saúde aqui, que atende dois bairros grandes, tinha umas  50 pessoas  procurando ficha para atendimento, mas na placa de atendimento dizia que  era só pra sete pacientes, então como não procurar o pronto socorro? Se resolve ou não, lá todos são atendidos. A pergunta é:  por que o pronto socorro pode atender 300 pessoas por dia e os postos de saúde só sete por médicos? Qual é a diferença? Por que o médico não pode atender o dia todo? Nossa cidade está com muitos casos de dengue... Tantos postos de saúde em nossa cidade, e pra quê? Tudo que postamos aqui são picuinhas da oposição, mas eu não consigo  entender por que os postos de saúde não conseguem desafogar o pronto socorro. O pronto socorro é pra emergência. Concordo, então liberem mais fichas de atendimento médico para os postinhos, ou não reclamem que o pronto socorro está lotado. 

 

Não houve comentários. 

 

REFORMA POLÍTICA

Na terça-feira 25, o Senado aprovou em segundo turno, um dos pontos importantes da Reforma Política, que permite coligações eleitorais apenas nas eleições majoritárias. Isso significa que nas eleições para deputados e vereadores, os partidos não mais poderão se coligar. Na prática, isso vai fortalecer os partidos sérios e valorizar o voto do cidadão. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) visa pôr fim ao chamado “efeito Tiririca”, numa alusão aos “puxadores de votos”, como o deputado Tiririca que conquistou 1,35 milhão  de votos, garantiu a sua vaga e arrastou mais quatro  deputados da coligação. 

E os comentários se dividem, uns pró outros contra.

Danilo Padovani:  Na verdade isso é muito bom! Vai acabar com partidos que querem apenas se vender para os grandes pra eleger um. Só vai ser eleito quem realmente for mais votado. Será de fato um duelo de candidatos capazes no meu ponto de vista, diferente do que é hoje.

Amir Salomão Jacób:  Penso que seja um começo de moralização. Essas coligações são sempre casuísticas e perniciosas, e nos levam a ver coisas incompreensíveis, por exemplo essa anomalia de DEM casado com PT. Dá pra entender?

Luiz Antonio Sinhoreli: Só tenho uma preocupação: se mantiver o coeficiente eleitoral, vai acabar com os partidos pequenos, a não ser que sejam eleitos os mais votados. Por exemplo, aqui em Sacramento o coeficiente é em torno de 1600 votos, e nenhum candidato atinge esta quantidade de votos para vereador. Corre-se o risco de um partido só eleger todos os vereadores.

Renato Santana: Não importa não, Luiz...  Se acontecer de serem eleitos apenas vereadores de poucos partidos é porque o povo quer aqueles que foram eleitos pela maioria e não essa barbárie de legenda que elege aqueles mais conhecidos e aclamados pela população... A exemplo dos deputados federais, quantos foram eleitos pelos votos da maioria? E quantos estão lá por conta dos puxadores de votos? O palhaço Tiririca levou quantos? E estão lá roubando e nós aqui pagando por isso . Mas essa reforma tem que começar lá em cima  ou  nunca vai acontecer . Agora, pôr a Reforma Política  em votação é o mesmo que pôr o PCC fazer o Código Penal. (...)

Luiz Antonio Sinhoreli:  Concordo, pois  tudo que vem da Câmara e do Senado, é como você disse, não nos traz confiança, é o mesmo que colocar raposa para vigiar galinheiro e é muita raposa é pouco galinheiro.

 

Carlos Henrique Oliveira: Esses partidos "nanicos" são verdadeiros partidos de aluguel. Mas concordo quanto a desconfiança quando vem algo desses senhores. Não adianta mudar a política, se não fizer valer uma lei anticorrupção, por exemplo.