Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

Editorial

Teus pecados estão perdoados

Pe. Luiz Carlos de Oliveira (*)

Ele nos cura por dentro

O evangelho de Marcos continua o belo ensinamento sobre Jesus e suas curas. Estas não são somente uma bênção às pessoas, mas um garantia a todos nós do grande bem que nos faz Sua presença. O texto da cura do paralítico inicia-se com a narração de que uma "multidão acorreu ao local onde Ele estava" e "Jesus anunciava-lhes a Palavra" (Mc 2,2). Cumpria a missão para a qual viera do Pai. Jesus é, em sua pessoa, a expressão total da missão. Entra, então, em cena, um paralítico trazido em um leito. Como a multidão impedisse a passagem, os que o traziam subiram ao teto da casa. Havia uma escada por fora e a cobertura, por ser um local sem chuvas, era de fácil remoção. Descem o homem diante de Jesus. Cena de disposição de fé. Com seu olhar espiritual Jesus vê a fé. Ele é o enviado de Deus para a remissão total de cada um. Como só Deus pode dar a remissão dos pecados, os entendidos reagem: "este homem blasfema. Só Deus pode perdoar pecados". Dizem isso porque Jesus disse "teus pecados te são perdoados". Jesus lê seus pensamentos que na realidade correspondiam a sua fé. Para mostrar que é Deus, completa: "Para que saibais que o Filho do Homem tem poder de Deus, tem poder de perdoar pecados" - diz ao paralítico - "Eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa". Curar é menor do que perdoar. O paralítico levantou-se e, carregando seu leito, saiu diante de todos. O Messias, tem poderes de renovar os corações e os corpos. Jesus dá esse dom à Igreja. "A quem perdoardes os pecados, estes ser-lhes-ão perdoados" (Jo, 20,23). Continuamos a missão de Jesus de promover a remissão total, curar por inteiro e promover a vida feliz e plena.

Editorial

Princípios... Pra quê?

Por Ricardo Alexandre de Moura Costa (*)

Princípios nada mais são do que a estrutura nuclear de qualquer ciência, mandamentos que condicionam e apontam para onde aquela se deve direcionar. E todos os atos e poderes decorrentes daquela ciência, somente serão legítimos na medida em que os observarem e na proporção que não os ferirem.

No campo do Direito, a ciência é uma realidade que se reflete na transposição de conquistas históricas de um povo em sua batalha secular de sobrevivência em padrões mínimos de dignidade.

No direito administrativo, como ramo do direito que não teve sua origem na democracia, mas advém de elaboração pretoriana, os princípios atinentes a um Estado Democrático de Direito representam importantíssima função, qual seja, estabelecer o necessário equilíbrio entre os direitos dos administrados e as prerrogativas da administração.

Imprensa & Responsabilidade.

por Carlos Alberto Cerchi

Os primeiros dias de janeiro são utilizados pelos meios de comunicação para fazer uma retrospectiva do ano findo. Previsões direcionadas insultam a inteligência dos cidadãos interessados na informação a que tem direito. O balanço do ano passado, muitas vezes, é feito sob a ótica do interesse individual ou de grupos existentes na imprensa, com forte influência na política brasileira, embora, utilizando concessão do Governo Federal como os canais de televisão.

O sociólogo Karl Mannheim, um pensador representativo de sua época, escreveu em 1950, no livro "Liberdade, Poder e Planejamento Democrático" que não devemos restringir o nosso conceito de poder ao poder político. Para Mannheim o poder de persuasão dos meios de comunicação é considerável. "Deve-se temer menos os governos, que podemos controlar e substituir, e muito mais os poderes privados que exercem sua influencia no 'interior' das sociedades capitalistas", assevera o pensador se referindo a radiodifusão (em 1950, a televisão estava chegando ao Brasil).

Editorial

Tirando lições

por Ivone Regina Silva

Frente aos constantes e horripilantes casos de corrupção no Brasil, a maioria dos pais, tenho a certeza, viram-se aflitos e perguntando: "o que será de nossos filhos, presenciando o desenrolar de tamanha corrupção no país, tanta impunidade, tantos maus exemplos públicos?"

Estamos estarrecidos com as mentiras e falcatruas daqueles que deveriam ser, de fato, nossos representantes e preocupados com o significado de tudo isso na cabeça das nossas crianças e adolescentes.

O que eles estão assistindo?

Cultura & Paz

por Leonardo Boff

A cultura de paz, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade do poder que se traduz como vontade de dominação da natureza do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criaram a cultura do medo e da guerra. As festas nacionais e seus heróis estão ligados aos fatos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam a magnitude de todo o tipo de violência, bem simbolizada pelo exterminador do futuro.
Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais que o poeta, o filósofo ou o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura de paz. E sempre de novo nos remete a pergunta que, de forma dramática, Einstein formulou a Freud nos tempos de 1932: É possível superar ou controlar a violência? Freud muito realista, responde: É possível para os homens controlarem totalmente o instinto de morte...esfomeados pensamos no moinho que tão lentamente se move, que poderíamos morrer de fome antes de receber a farinha.

Aborto

por José Américo de Souza

No ato da fecundação, na fusão dos gametas do pai e da mãe, espermatozóide e óvulo, origina-se o embrião, organismo em estágio inicial de desenvolvimento da pessoa: A Ana ou o João, nascituro, que há de nascer. Está formada a pessoa. Corpo e Alma. O indivíduo. Unidade distinta, chamada embrião. Mas já é a criança menina, menino! E é bom lembrar que o espermatozóide tem motilidade, é móvel, tem vida. No microscópio ele se parece muito com um girino, ovo de sapa, em movimento dentro d'água.

Editorial

A vitória de Vado

João Osvaldo Manzan encerrou dia 30 de dezembro uma longa, profícua gestão à frente do Sindicato dos Produtores Rurais de Sacramento. Sem passar também por alguns revezes. Não deixou durante esse tempo de enfrentar uma branda, mas inquietante oposição, sempre derrotada nas urnas. Nosso Vado, o antigo lavrador, sapateiro e goleiro do CAS passou a administração do sindicato, que ocupou durante 15 anos, ao jovem presidente, Hermógenes Vicente Ribeiro, e demais diretores, eleitos através de eleição direta em novembro último.

Muitas foram as realizações de seu governo, a maior delas, segundo narrou em recente entrevista a este jornal, foi unir a classe em torno do sindicato, ao aumentar o número de associados. De 151 pulou para 2.300. Corajoso, destruiu a velha casa do Sindicato para um moderno prédio, que chega ao seu final só agora com a inauguração do salão de festas. Informatizou o serviço. Contratou veterinários. Firmou convênio com a Unimed. Realizou vários cursos de capacitação dos associados. Elevou e divulgou o nome do Sindicato no Estado. Sua gestão o fez por merecer um cargo na diretoria da Faemg.

Veni, vidi, vici

Célia Abrate (*)

Chegando em casa depois de varias braçadas e tentativas de um nado na piscina, atingir o 'sonho' de conseguir alcançar mil metros em uma hora, Ambleto vem ao meu encontro com um convite nas mãos, sento-me. O físico cansado, a serotonina solta, leio o convite. Nossa ! É da Mariú! Vai receber o título de cidadã uberlandense. Grande amiga, companheira, conseguiu! Que vitória! Começo a sorrir. Como os sonhos que um dia achamos impossíveis tornam-se realidade.
Olho para trás... É um passeio ao passado. Não olho aquilo que poderia ser realizado, mas sim as alegrias de uma juventude, feliz, ingênua, inocente. Visualizo você Mariú; magra, alta, charmosa, carismática e alegre. Suas tiradas engraçadas nos fazendo rir o tempo todo. A memória vai fluindo... Ah! Buscávamos nas saias rodadas, saltos altos, cabeças empinadas nos tornarmos menos feias. Mal sabíamos, Mariú, que tínhamos o que torna todos belos: a juventude, a alegria de viver e quem sabe, a pureza do espírito.

Alegrai-vos sempre no Senhor

Um homem enviado por Deus

O terceiro domingo do Advento é um raio de luz que ilumina a expectativa do Natal de Jesus. Como que em meio à escuridão, todos esperavam por uma luz. João escreve que Ele é a luz verdadeira que, vindo ao mundo, ilumina todo homem" (Jo 1,9). Antes dEle veio João Batista para testemunhar a Luz. Os judeus se animaram com a vinda de João pela luz que emitia. Podemos imaginar o quanto a figura de João impressionou, pois há muito não aparecia um profeta. Mais ainda: a situação do povo dominado pelo estrangeiro era dolorosa. De repente surge a esperança. Todos iam a ele para serem batizados (Mt 3,5-6). A liturgia leva-nos também a nos alegrarmos com o anúncio do nascimento de Jesus. Esse 3º domingo do Advento tem a característica da alegria porque já aparecem os primeiros clarões da vinda de Cristo. Paulo, na carta aos Tessalonicenses, convida os cristãos a viverem sempre alegres. O Natal não é somente alegria de receber o Senhor que vem na forma frágil de uma criança, mas é também um convite para que, em nossa fragilidade cheia do Espírito, possamos assumir a missão de João de ser raio de luz e preparação para a vinda do Senhor endireitando seus caminhos. Todo o relacionamento que possamos ter com Jesus em seus mistérios, como Natal, Páscoa e tantos outros, é um dom e um compromisso, um envio a anunciar a presença redentora de Cristo. Absorvendo a luz, possamos refleti-la.

Editorial

Por Ivone Regina Silva (*)

Que neste Natal de 2005, ao invés de presentear
parentes e amigos, nos façamos presentes junto
aos carentes, encarcerados, asilados e demais excluídos.

Ao invés de comemorar com mesa farta de nozes,
perus e vinhos, distribuamos cestas de alimentos às creches,
albergues, escolas, e hospitais públicos.

Ao invés de saturar as crianças com brinquedos supérfluos,
entulhando ainda mais os seus armários e gavetas,
consigamos fazê-las pedir bênçãos e dar graças,
abrindo seus corações à partilha, à ternura, à alegria e à paz.