Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1595 - 03 de Novembro de 2017

Editorial

Editorial - Adeus ao Dr. José Carlos

Adeus ao Dr. José Carlos

Por Ivone Regina Silva

Uma alma que se eleva, eleva o mundo!”
Foi assim que o nosso caro Delegado, Dr. José Carlos cumpriu seu último tempo na terra.
Acamado por um bom tempo, ele viveu cada dia que lhe restou com grande sabedoria e esperança.
Jamais se queixou de seu estado, embora soubesse estar sentenciado...
Queria poupar sua abnegada esposa Anna Edina e seus filhos queridos, Aninha e Carlinho, e acredito, a seus amigos também.
Aceitou a insidiosa enfermidade com a paciência dos justos e esperançosos.
Eis aí a gênese de sua personalidade nobre e extremamente elegante, até à consumação.

Editorial

Como vale a pena lutar por um sonho

Maria Bethânia Silva Melo (*)

Vou contar um pouquinho da história de Glauciele e Camila, atletas formadas nas escolinhas da URS. Camila Brait, quando começou era bem pequenina, mas queria de qualquer maneira jogar com as grandes. Ficava lá catando as bolas e enchendo a paciência, pedindo pra eu deixá-la jogar um pouquinho... Pra ela nunca tinha tempo ruim, tudo era muito divertido, menina de astral elevado, de um pique espetacular, nunca se cansava de treinar. Eu acabava o treino, e olha que era puxado, e ela pedia mais, sempre mais, fazia de tudo queria sempre aprender. Se deixasse, ela mesma levantava e atacava, de tão ´fominha´ que era.

Editorial

A Educação perde sua Missionária

Por: Ivone Regian Silva

Recebemos no final da semana passada,
a triste notícia do falecimento de
D.Maria Crema Marzola.
A sua figura atraia-nos tanto,
que chegamos a esquecer
que ela era mortal como todos nós.
A queríamos viva eternamente...
Nas batalhas da vida ela surgiu
em sua história: foi luta
e foi vitória nas muitas tristezas
ou nos momentos de glória.
Foi guerreira, amiga, irmã.
Fez dos espinhos, rosas.
Acreditou e teve fé sem medo.
Não se importou com o risco
de ser criticada, foi persistente
no amor, defendendo o que amava.

Editorial

07 de Setembro: Dia da Pátria

Por Ivone Regina Silva

Nossa Pátria vive momentos de grande sofrimento. As instituições políticas do País estão sendo duramente atingidas.

Reiteradas denúncias de corrupção atingem vários níveis do poder público. Cresce a indignação ética que nasce da consciência da violação de valores fundamentais de nossa sociedade. A democracia não subsiste à corrupção.

O povo brasileiro precisa recuperar a esperança, pela apuração da verdade dos fatos, pela restituição dos bens públicos subtraídos, numa colaboração eficaz para a real purificação de nossas instituições.

Editorial

Dom Luciano, um guerreiro de batina

Por: Marcos Terena

“Nos anos 80, em uma viagem de avião, sentei-me ao lado de um padre. Conversamos um pouco sobre a vida e a vida indígena, na qual os valores espirituais são sagrados e permanentes no relacionamento como Grande criador. Ele falou sobre os valores indígenas e sobre os possíveis erros do passado. Para mim, ali estava um padre diferente, que sabia falar das coisas sem dar sermão ou puxão de orelha. Ao desembarcarmos, ele me disse: “meu nome é dom Luciano, apareça na CNBB”.

A partir daquele momento, estimulado pela luta indígena, sempre que era necessário lá ia eu à CNBB para conversar com ele para que interviesse pelo menos no Ministério do Interior pelos nossos direitos como povos e, principalmente, como estudantes prestes a serem expulsos por orientação do general Golbery e do presidente da Funai, coronel João Carlos Nobre da Veiga.

Editorial

Maria ingressa no palácio real

por Pe. Luiz Carlos Oliveira

Celebramos a Assunção de Maria ao Céu. O fato de a celebração ser no 15.08 não quer dizer que Maria tenha terminado sua vida nesse dia (não sabemos se morreu – eu acho que sim, pois Jesus também morreu). O motivo de ser esse dia é porque é o dia da dedicação de uma igreja a Maria em Jerusalém. O salmo 44, celebrando o matrimônio real, contempla a beleza da esposa que é conduzida ao rei na festa das núpcias. O salmo é aplicado a Maria, que entra na mansão do eterno Rei. É aplicado também à Igreja, esposa de Cristo que vem de longe, formada por todos os povos para unir-se a Ele na fidelidade.

Editorial

Dia dos Pais

por Ivone Regina da Silva

O poema de autor desconhecido
realça bem o papel e a importância do pai:
Tem pai que ama,
Tem pai que esquece do amor.
Tem pai que adota,
Tem pai que abandona.
Tem pai que não sabe que é pai,
Tem filho que não sabe do pai.
Tem pai ...
Tem pai que dá amor,
Tem pai que dá presente.
Tem pai por amor,
Tem pai por acaso.
Tem pai que se preocupa com os problemas do filho,
Tem pai que não sabe dos problemas do filho...
Tem pai ...
Tem pai que ensina,
Tem pai que não tem tempo.
Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,

Editorial

A Criminalidade e os Direitos Sociais

Ricardo Alexandre de Moura Costa

A criminalidade que assola nosso país nos leva a refletir sobre qual sociedade queremos para os nossos filhos.

Antes de qualquer coisa devemos nos perguntar: A quem serve a justiça penal brasileira? Há décadas os brasileiros são vítimas de violência, seja dos colonizadores sobre os índios, dos senhores feudais sobre os escravos, dos latifundiários sobre os bóias frias, enfim, dos poderosos sobre os oprimidos.

No cerne desta questão encontra-se um sistema sócio-econômico maléfico que se qualifica pela brutal desconformidade na distribuição de rendas que produz cada vez mais riqueza e poder para uma minoria e miséria e submissão para uma gigantesca massa de brasileiros. E para que se mantenha esse estado de coisas, procura-se dificultar, ou até mesmo eliminar, as possibilidades de acesso do povo de participação na vida política, cultural e econômica do país.

Editorial

Velhos Tempos, belos dias!

Maria Elena de Jesus

"Eram os efervescentes anos 60. A geração rebelde, a geração alienada. E até a geração comportada do Iê, Iê, Iê... havíamos deixado para trás a era Elvis Presley, com seu rock alucinante, e entrado nas baladas dos Beatles, os garotos de Liverpool, "Hey Jude, to make said..." E, no Brasil, o Rei era Roberto Carlos, com sua famosa, 'Quero que vá tudo pro inferno'. A beatlemania dominava o mundo. Dominou tanto que um deles ousou dizer: "Somos mais famosos que Jesus Cristo". Presságio ou não, pouco depois a banda se desfez.

Editorial

Nossa Decepção

Ivone Regina da Silva

Bertold Brecht já proclamava: "triste o país que precisa de heróis.
O Brasil ainda precisa deles, infelizmente, e não só na vitória. No meio de tantos ataques, defesas, fugas e caças às bruxas neste pós-Copa prematuro é preciso abandonar o close, sob o risco de ser arrastado pela turba emocionada.

E errar tão feio quanto o nosso futebol, não só dentro do campo como fora dele.
Ninguém gostou de como nos comportamos na Copa. Ninguém gostou da derrota para a França. Aliás, ninguém gostou de como perdemos para a França. Perdemos sem jogar. Perdemos sem lutar, como disse, surpreso, um jornalista francês em Munique.